A polêmica da Câmara: traição ou jogada política. Quem casa quer casa!

05/01/2017 06:16:06
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Jogo político, mudança de postura, resultado surpreendente na disputa pela presidência da mesa diretora da Câmara. 2017 começou pegando fogo, no calor de 35 graus, com fogos de artificio no lago Pôr do Sol, posse de políticos eleitos e, principalmente eleição na câmara de vereadores. Acompanhamos atentamente todos os fatos, vimos e escutamos até onde nossa capacidade de percepção permitiu. Como diria Aristides Lobo em 1889, o povo assistiu bestializado à proclamação da República”.


Eis os fatos que devem ficar para a história:


Na última semana do ano o vereador Suélio Gomes, do PTN, ligado ao grupo de situação, foi convidado a participar do programa 12ª Hora nas rádios Felicidade FM e Rio Claro AM para esclarecer boatos que ele articulava para ser o presidente da Câmara de Vereadores. Como pode isso? Seu grupo político era minoria na casa, só 5 contra 8, para surpresa de todos, o vereador anunciou que não seria mais candidato porque havia conquistado apoio da maioria mas que foi informado por um deles, Didi Coutinho, que não votaria mais nele, e assim desistiria da disputa. Ele chamou Didi de traidor, de homem que não honra a sua palavra. Suélio no entanto não revelou a existência de outras articulações e deixou entendido que a oposição seria vencedora.


Ouvido nos mesmos programas, nas rádios Felicidade e Rio Claro, Didi Coutinho justificou a sua mudança. Ele confirmou que havia se comprometido com o Suélio, a quem diz ser muito amigo, teceu elogios ao companheiro, como pessoa honesta e bom pai de família, mas que não poderia honrar esse seu compromisso a pedido de seu partido, o PMDB, já que recebera visita de um deputado e que estava com seu mandato ameaçado, caso desobedecesse tal orientação, inclusive citou o fato de um ex-pmdebista, atual vice prefeito, (até 31 de janeiro 2016) Adeilton José Ferreira, que, quando vereador fora expulso. Disse que entre perder o mandato ao votar no Suélio, e não honrar seu compromisso ele preferira a segunda opção.


Dito e feito, foram todos para a votação na câmara! No site Oeste Goiano foi publicada a notícia dando como certa a vitória da chapa encabeçada por Adriano Sena Silva Coutinho, já que a oposição tinha maioria. O certo não tava certo! Deu errado!


Na votação teve um dos vereadores, não sei se intencional ou não, votou errado, riscou todo o nome da chapa, que supostamente seria de sua preferência ao invés de marcar um quadrinho. Ele iria votar na chapa de oposição, pelo que falaram no dia. Um dos vereadores, Paulo Alves do PT, disse que alguém poderia ter se confundido, a cédula de votação tinha letras pequenas, outro, Divino Pirigoso do PR, disse que na casa tinha vereadores que estavam votando pela primeira vez, e que seria normal o nervosismo e erro. Sob protestos de alguns, o presidente da casa, Aurélio acatou a sugestão de confeccionar novas cédulas e proceder com nova votação. Assim foi feito!


Na apuração dos votos nessa nova votação, o resultado surpreendeu muita, gente, os que estavam por fora das articulações políticas, o grupo que tinha 6 votos, porque Paulo Maizena já havia declarado em quem votaria, ele, fazia composição com a situação, ganhou mais um voto e venceu de 7 a 6. Coisas da política.


No final, ninguém ficou sabendo quem seria o vereador que anunciou o voto em um grupo e na hora votou em outro. Será que a cédula teria que ser maior ainda?


Na democracia, o eleito vereador eleito presidente, Aurélio disse que era vereador de todos, e não de um grupo, endossou discurso de alguns, que todos deveriam unir por Iporá. O Vereador derrotado, chateado com o resultado, Didi Coutinho, disse que sairia tranquilo da disputa, que a derrota faz parte do jogo. E acabou!

Texto de Pedro Claudio Rosa

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