Iniciada primeira ação para minimizar problemas detectados em colégio

25/06/2013

Uma ação pontual do Programa Bem Educar, do Centro de Apoio Operacional, começou a ser desenvolvida em Firminópolis visando à adequação de situações que ocorrem no Colégio Estadual Juscelino Kubistchek, tais como indisciplina, infrequência, evasão e baixo aproveitamento escolar.


Na última semana, a equipe da Coordenação de Apoio à Atuação Extrajudicial (Caej), que apoia tecnicamente o programa, esteve na unidade de ensino para apresentar a psicóloga Mônica Café e a pedagoga Karine Soares, do Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão Juvenil (Cepal) PUC-GO, que irão ministrar um curso de mediação de conflito escolar. Essa medida é uma das primeiras a serem implementadas na escola, tendo sido a proposta detalhada pelas especialistas da universidade. Acompanhou o encontro também a mediadora convidada, Cristiane de Holanda Camilo.


Cerca de 30 pessoas da comunidade escolar irão participar da capacitação. Entre elas, professores, estudantes, bem como representantes do Conselho Tutelar e Cras. As aulas começam em agosto próximo, com quatro encontros quinzenais, e atividades extras, como a realização da Conferência sobre as Normas da Escola, que tem como objetivo a construção conjunta de normas básicas de conduta.


Problemas



Firminópolis, com pouco mais de 11 mil habitantes, já apresenta, nos seus 65 anos, problemas de cidade grande, em especial na área da Educação. Preocupada com essa situação, a diretora do colégio, Ávila Maria de Oliveira Aguiar, procurou o promotor de Justiça Carlos Alberto Fonseca, que atualmente responde em substituição pela comarca. Entre os problemas identificados estão alguns relacionadas com a indisciplina, como o uso de substâncias entorpecentes, inclusive de crack, por grande parte do alunado, ofensas e enfrentamento de alunos contra professores e depredação do patrimônio público. Conta a diretora que carteiras e até computadores novos do laboratório não são poupados. “Domingo passado, alunos atearam fogo na nossa cozinha”, lamenta a diretora.


Aliado ao que a gestora chama de “espírito destruidor”, os alunos faltam muito às aulas. Neste sentido, foi detectado que isso acontece por desinteresse do aluno em estudar, a falta de acompanhamento da família, de perspectiva de futuro, entre outros fatores.


Outra fonte de preocupação para a escola são os altos índices de evasão motivada por uma série de aspectos, do desinteresse ao emprego precoce. Por fim, foi levado à Promotoria de Justiça local o fato de que muitos alunos têm apresentado baixo aproveitamento escolar.


Por todos esses motivos, o promotor buscou o Programa Bem Educar para uma ação pontual na escola. Em meados de maio, houve o primeiro encontro entre o MP e a comunidade escolar, bem como outros convidados incluindo representantes das igrejas católica e evangélica, do Legislativo, do Cras, além de conselheiros tutelares e policiais civis.


Agora neste segundo encontro, a reunião contou com a participação de professores da unidade, 20 alunos convidados, conselheiros e representante do Cras para que conhecessem a estrutura do curso que será oferecido pela PUC-Goiás em parceria com o MP.


Ao final do encontro, a diretora do estabelecimento de ensino distribuiu aos professores e aos membros dos órgãos presentes uma minuta elaborada pelo promotor de Justiça Carlos Alberto Fonseca com algumas propostas de trabalho.


As sugestões serão avaliadas pelo grupo e, em encontro posterior, debatidas. A ideia é construir coletivamente, com a participação de todas as entidades envolvidas, um cronograma com as ações a serem realizadas. (Texto e fotos: Cristiani Honório / Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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