Em entrevista ao Oeste Goiano Edival Lourenço fala da Secretaria de Cultura e de metas

30/12/2018
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Edival: Um nome de Iporá no Governo Caiado

O Oeste Goiano, que foi dos primeiros no Estado a dar a notícia da nomeação de Edival Lourenço para a Secretaria de Cultura, agora detalha para o público esse fato tão importante para Goiás e, especialmente, para a região, já que trata-se de um filho de Iporá. Edival é da família Lourenço, tradicional família e das primeiras a habitar esta terra, ocupando, principalmente, a região de Jacinópolis.


O agora nomeado para o Governo Caiado tem origem muito humilde, mas galgou exitosamente espaços que o levaram a ser respeitado na literatura goiana e até brasileira, como escritor e poeta e como um gestor na área de cultura. Depois de ser bancário (inclusive na Caixa de Iporá), dedicou-se intensamente a criação literária, com publicação de diversos livros e obtenção de prêmios importantes. Por alguns mandatos tem sido o aclamado presidente da Subseção de Goiás da União Brasileira de Escritores (UBE-GO). É também do quadro de cronistas do jornal O Popular.


A sua nomeação para que seja o Secretário Estadual de Cultura repercutiu muito bem no Estado e foi de muita vibração entre os iporaenses, na terra onde Edival Lourenço nasceu e tem muitos parentes, amigos e admiradores. Vamos à entrevista na qual ele conta como surgiu o convite para ocupação do cargo e que expectativas tem para a gestão a iniciar já na semana que vem.


OESTE GOIANO – Como surgiu o convite?
EDIVAL LOURENÇO – Foi surpresa para mim. Antes disso, já tinha algum rumor a respeito do meu nome, mas não liguei para o assunto exatamente porque não estava lutando por isso. Eu estava fora de Goiânia, na cidade de Goiás, quando fui comunicado de que no dia seguinte, 9 da manhã, o governador eleito Ronaldo Caiado queria falar comigo. Tive que antecipar volta e apressar, conseguindo estar no horário combinado, na casa dele. Por 45 minutos ele conversou comigo, como que fazendo uma satina disfarçada e em um clima amigável. Em seguida, ele me perguntou se eu sabia porque estava sendo chamado ali e eu disse que tinha apenas uma vaga ideia. Então ele me disse que estava me convidando para ser o secretário de cultura do seu governo. Eu me assustei um pouquinho e fiz, então, algumas considerações sobre o que esperava para a cultura no Estado e, por fim, quinze minutos depois, eu aceitei o cargo.


OESTE GOIANO – Qual a relação entre a nomeação e a nossa região?
EDIVAL LOURENÇO - Eu sinto que a nossa região está contemplada com a minha nomeação. Entre o Ronaldo Caiado e eu não teve uma conversa neste sentido, para falarmos de região. Mas eu sinto que essa nomeação contempla de alguma forma essa região a que pertenço e eu me orgulho muito dessa nossa região e, na medida do possível, estarei representando nossa terra.


OESTE GOIANO – Após o anúncio de nomeação, de que atividades de transição que tem participado?
EDIVAL LOURENÇO – Após isso, a assessoria dele já me escalou para várias reuniões e encontros com o pessoal da área técnica, tudo isso para planejar a Secretaria de Cultura, porque hoje não existe a Secretaria e sim apenas uma Superintendência dentro da Secretaria de Educação. Institucionalmente, a Secretaria de Cultura começa do zero.


OESTE GOIANO – De que forma pretende ser o secretário de cultura?
EDIVAL LOURENÇO – Eu pretendo ser o mais participativo possível, aberto ao diálogo, conversando sempre com o Governo e em suas secretárias e em frequente contato com o segmento cultural do Estado.


OESTE GOIANO – O que dizer sobre projetos em andamento, a exemplo dos repasses para projetos aprovados no Fundo de Cultura?
EDIVAL LOURENÇO – Primeira tarefa nossa é criar a Secretaria de Cultura e, em seguida, ao gerir sobre os mais diferentes assuntos, temos que pensar nos passivos do governo e não são somente na área de cultura... Existem passivos na educação, saúde e infraestrutura e até folha de pagamento em aberto. Em todas as áreas tem passivos em atraso. O governador Ronaldo Caiado está em contato com Brasília tentando encontrar uma forma de equacionar essas questões macro-econômicas. Caiado me garantiu que a cultura não terá privilégio, mas também não terá prejuízo em ralação as outras áreas. Na medida em que o Estado for sanando os passivos de outras áreas, no mesmo grau e na mesma velocidade, serão sanados os problemas da cultura. Como Caiado é muito articulado e tem uma boa assessoria, eu acredito que em pouco tempo, não digo que estaremos pagando todo mundo, mas acredito que, pelo menos, estaremos encaminhando os problemas financeiros no que diz respeito ao desembolso dos projetos aprovados, inclusive, o de Iporá que trata de realização de encontro literário.


OESTE GOIANO – E as outras atividades, a de escritor, de presidente da UBE e de cronista, como ficam com essa nomeação e, certamente, uma grande demanda de trabalho e limitação de seu tempo?
EDIVAL LOURENÇO – Na UBE, como prevê o estatuto, deixo a presidência para o meu vice, o escritor Aidenor Aires, que é uma pessoa muito capacitada para essa tarefa. A minha vida de escritor eu não pretendo parar. Quero escrever sempre. Certamente preciso diminuir o ritimo, mas farei isso em finais de semana e quero também atender ao jornal O Popular, onde sou cronista, escrevendo também para este jornal e para a revista Bula, onde também participo.

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1 comentário

  • Marly Vieira Paiva 31/12/2018

    Parabéns e sucesso no exercício do cargo, Edival Lourenço.

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