Um capítulo para falar de quem muito fez na área de educação

10/06/2013
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Estamos publicando o livro de Cairo de Souza Castro. Capítulo por capítulo, são mostrados aspectos de Iporá. O capítulo de hoje homenageia a educadora Dair Evangelista, hoje aposentada, mas que deixou um legado de muita atuação na educação.

Vamos ao texto do autor

Da. Dahir, fruto de uma vocação brilhante, sublime.


Mesmo  agora, após tantos anos de uma convivência que mantivemos intercalada, ainda me soam nos canais dos ouvidos suas palavras de ensino, cuja disciplina, a língua portuguesa, nem por ser complexa e difícil de ser ministrada, ela a ombreia com grande facilidade e, satisfeita, extrema força de vontade e muito amor, transmite a seus discípulos todo um conhecimento vigoroso, toda uma vida de estudos e aprendizado.


Dahir  Evangelista de Araújo foi mestra de muitos doutores da atualidade. E ainda continua sua lídima tarefa de ensinar classes e mais classes de estudantes em Iporá. Hoje, inúmeros homens de posição, personalidades importantes neste Brasil querido, recordam as aulas recebidas dessa erudita professora que, humildemente, enriquece o solo goiano com sua pessoa e excelsa cultura.


Moça que abdicou à vida de casada, seria honrada esposa é bem verdade, aderindo ao celibato, unicamente imbuída no promissor princípio de educar, de levar a cultura aos jovens que dela  carecem, de externar a sua vocação sublime a todos que, de uma ou outra forma, com ela palmilham a estrada do saber. Dª  Dahir, como é chamada por todos, em carinho especial, conduz sua vivência com abnegação, com candura e paz.


Por trás  de sua figura séria, quase a demostrar consternação, esconde-se a meiguice, a ternura, o amor às coisas boas e belas da vida. Dª Dahir é exemplo dignificante de perseverança, de afetividade por um ideal majestoso.


Dahir  Evangelista  de Araújo retrata toda uma simplicidade que somente os mais capacitados podem e devem possuir. Sem arrogância, sem temperamento alarve, sem toda e qualquer hipocrisia, procura levar ao estudantado e ao povo em geral aquilo que de mais pro e significativo existe: a erudição.


Lembro-me perfeitamente de que o primeiro livro lido por mim, em condição de romance, foi ela quem me incentivou. Talvez por questão de psicologia de que todo mestre deve possuir, Dª Dahir  disse-me que deveria ler e interpretar a obra “Filha do Silêncio”, cujo autor é Morris West, escritor de muito gabarito e versatilidade rara.


Sei que, após esse, outros e muitos outros vieram. Mas não importa. O fundamental é que Dª dahir é, realmente, uma personalidade de destaque, figura de elevada consideração.


Dahir Evangelista Araújo, como  sói ocorrer a todos membros do magistério, é mestra por vocação, amor e idealismo. E por isto mesmo, trata-se de pessoa sem abastados recursos financeiros. Ganhando hoje para se comer e vestir amanhã.


Omo moça, prendada donzela, é pureza de encanto, pessoa  de nobres princípios. Como professora, lente de vultosos conhecimentos, é guardiã de uma intelectualidade sadia, decente e imaculada.

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