Em frente a Enel, produtores mostraram insatisfação com fornecimento de energia elétrica

15/02/2019
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Presidente fala em frente a Enel. Protesto juntou muitos produtores

Na manhã desta sexta-feira, 15, produtores rurais fizeram uso de serviço de som para manifestar contra a Enel, concessionária da distribuição e venda de energia elétrica em Goiás. Foi em frente ao escritório da empresa em Iporá, na Rua Esmerindo Pereira, esquina com a Avenida Rio Claro, local em que carro de som e tenda serviram como infraestrutura de um veemente protesto, além de fogão ao relento que serviu almoço para manifestantes. A distribuição de 10 mil litros de leite serviu para chamar a atenção de populares, em longa fila para receber o produto em vasinhas que trouxeram de casa.


A manifestação foi organizada pelo Sindicato Rural de Iporá Diorama e Israelândia, entidade presidida por Adailto Antônio Leite que, ao final, parecia demonstrar satisfação com o recado dado para a empresa, a qual esteve na berlinda nos últimos dias, muito criticada pela qualidade dos seu serviço de distribuição de energia elétrica. A interrupção no fornecimento de energia tem sido constante em áreas rurais e, em alguns casos, por prazo superior a vinte e quatro horas. Há casos de propriedade ficar até seis dias sem energia elétrica. São inúmeros os relatos de perda de gêneros alimentícios, impossilidade de ordenha, perda de leite em resfriadores e impossilidade também de alimentação de animais que dependem de ração triturada ou nos casos de mecanismo eletrônico para criação de animais.


Os que fizeram presença no ato público extravasaram o descontentamento. Alguns deles manifestando que “por hora o protesto ainda é pacífico, mas tende a endurecer”. Ao chamamento de diretores do Sindicato vieram, além de produtores, dois prefeitos (Naçoitan/Iporá e Laerte/Jaupaci), Claudiney Rigonatto (representante da Faeg) e o deputado estadual Paulo César Martins (MDB). Estavam presentes vereadores de Iporá e líderes da comunidade. Foram quase dez pessoas a discursar, cada qual expondo a sua insatisfação para com a Enel.


Esteve na cobertura do protesto em Iporá a TV Record, TV Assembleia e Rádio Sucesso FM, que são veículos de comunicação da capital. Nos últimos dois dias o jornal O Popular fez extensas matérias sobre o assunto, deixando claro que o descontentamento com a concessionária de energia elétrica é generalizado em Goiás. A empresa não tem feito os investimentos que são necessários para melhorar a qualidade de distribuição de energia elétrica.


A Enel completa dois anos longe de atingir as metas as quais se propôs assim que comprou a CELG. Goianos ficaram 26 horas no escuro em 2018, quase o dobro do limite da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A empresa até que duplicou investimentos e previa melhorar índices em 40%, mas só chegou a 10%. O avanço em qualidade foi muito pouco. Com a venda da CELG para a empresa italiana, que foi concretizada em 14 de fevereiro de 2017, a expectativa era de melhorias por causa dos investimentos, que estavam abaixo do necessário para manter e expandir a rede. Em sua primeira entrevista para o jornal O Popular, o presidente da Enel em Goiás, Abel Rochinha, disse que os serviços da concessionária iriam melhorar em 40% em dois ou três anos. Isso não ocorreu e a situação parece pior.


O governador Ronaldo Caiado também está reclamando da Enel. Ele tem reunido com os representantes da concessionária para cobrar melhorias no serviço de distribuição de energia elétrica. O segmento de produção rural e a área de indústrias em Goiás também estão levantando reclamações contra a Enel. A empresa terá que dar uma resposta imediata para tantos descontentamentos em todo o Estado.

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*As manifestações de internautas não representam a opinião deste jornal e são de responsabilidade de quem as emitiu.

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