Como enfrentar o dilema da nomofobia no Brasil

29/09/2020
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Pedro Henrique Souza Anselmo: Jovem, mas antenado em entender a sociedade moderna

Pedro Henrique Souza Anselmo, embora jovem, ainda no ensino médio, mostra maturidade ao fazer reflexão sobre a presença das tecnologias de comunicação em nosso meio.


A professora Maria Piedade Feliciano Cardoso é uma das que encanta com esse jovem pensador e que tão bem se expressa. Pedro Henrique Souza Anselmo foi aluno do Colégio Exato e, atualmente, no ensino médio, estuda no Campus de Iporá do IF Goiano.


Segue texto do aluno:


Vive-se em um mundo extremamente conectado, as distâncias geográficas passaram a ser uma mera incógnita de rápida solução, tudo graças aos avanços tecnológicos vivenciados nas últimas décadas. Indubitavelmente, tais descobertas têm como gênese a Revolução Industrial que mudou a forma de produzir e consumir mercadorias que, com o passar do tempo e das transformações socioeconômicas, evolui para a Revolução Técnico-Científica, impactando o mundo, inclusive o Brasil, com novas tecnologias que facilitaram a vida do homem. Por outro lado, muitas pessoas acabaram abusando dessas inovações a ponto de não conseguirem manter uma vida estável longe de um aparelho celular, evidenciando a nomofobia, uma grave doença contemporânea.


Como causa fundamental da problemática, há o processo de informatização, fenômeno esse causado e amplificado pela Globalização em que, a cada dia, as pessoas se veem obrigadas e necessitadas de terem um aparelho eletrônico para manterem relações sociais básicas ou até mesmo para conseguirem trabalhar e estudar. Da mesma forma, há aqueles que só se relacionam e realizam alguma atividade por meio das tecnologias, demonstrando uma clara dependência, como por exemplo, a personagem Sierra da animação “Drama Total”, de modo que ela não consegue ficar longe do seu aparelho celular e a remota ideia de não tê-lo já lhe causa dor e ansiedade. Entretanto, é importante ressaltar que ter de usar, por exemplo, um computador por um longo tempo é diferente de sentir a necessidade de estar usando um.


Em consequência disso, a sociedade como um todo está se tornando mais individualista e antipática, algo que era para ser benéfico, como a aproximação dos que estão longe, acabou distanciando os que estão perto, relatos de famílias desestruturadas e carentes de comunicação, infelizmente, vêm crescendo exponencialmente. Assim, uma maneira de reverter tal dependência e estimular o contato físico seria utilizar da própria tecnologia para regulamentar o tempo de uso e buscar novas formas de lazer, como ler ou praticar exercícios com amigos e família, tal como disse Bill Gates “meus filhos terão computadores sim, mas antes terão livros”.


Por conseguinte, cada cidadão deve se educar a partir do autocontrole e da organização pessoal, utilizando da própria tecnologia, criando cronogramas de atividades físicas ao ar livre com família e amigos, incentivando assim o fortalecimento das relações e diminuindo a dependência do uso das tecnologias, a fim de minimizar o dilema da nomofobia no Brasil. Da mesma forma, o Ministério da Saúde deve criar propagandas institucionais evidenciando as consequências da dependência, visando à diminuição de “Sierras” na sociedade.

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