UEG de Iporá perde 16 técnicos administrativos e 26 professores

01/12/2019
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Saulo Henrique explica que dentro da UEG de Iporá já terá que ser feito vários arranjos e adaptações para o funcionamento com quadro reduzido

Uma medida do Governo de Goiás, através da Reitoria da Universidade Estadual de Goiás (UEG), afetou toda a rede de 42 unidades desta instituição de ensino superior. Pelos atos de portarias de números 1.283 e 1.284, que tratou de rescisão de contratos temporários de técnicos administrativos e professores, toda a Universidade é afetada.


O Campus de Iporá, que tinha 26 técnicos administrativos, fica com apenas 16. Quanto a professores, que eram 60, perde 26, ficando com apenas 34. Em todo estado são 662 professores demitidos e 658 técnicos administrativos, também demitidos.


A justificativa é de que são servidores irregulares, de contratos apenas temporários. Ato é resultado de uma ação civil pública proposta em 2012 e acatada em acórdão de março deste ano. Com isso, a instituição vai lançar processo seletivo para reposição das vagas dos professores.


Palavra do diretor


Em Iporá, o diretor do Campus da UEG, professor Saulo Henrique, distribuiu nota em áudio na qual lamenta a situação, dizendo que isso afeta a unidade, já a partir desta segunda-feira, 2, os técnicos administrativos já estarão afastados. E na UEG de Iporá, onde a limpeza era feita por 8 servidores, passa a ser feita por 2, que restaram, já que são efetivos.


Saulo Henrique afirma que na parte de ensino isso não afeta a conclusão deste ano letivo de 2019, pois os de contratos temporários que são professores, vão trabalhar até o dia 15.


Ele afirma que na UEG de Iporá o “clima é de velório”, já que não se trata apenas de relação profissional entre colegas, mas sim de convivência com pessoas amigas que na instituição estiveram por muitos anos. Há casos de servidores que ficaram por 20 anos nesta condição de contrato temporário.


O alento agora é de que a agilização de concurso público e de chamada de aprovados em concurso antes feito, seja, de fato, célere, se não o início de aulas em 2020 ficará comprometido.


Saulo Henrique explica que dentro da UEG de Iporá já terá que ser feito vários arranjos e adaptações para o funcionamento com quadro reduzido.

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