Servidores da Saneago ouvem de presidente da Stiueg alerta sobre possibilidade de privatização desta empresa. Ele visitou Iporá nesta segunda-feira, 24

25/09/2018
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Funcionários da Saneago ouvem José Maria de Oliveira

João Maria de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Urbanitária do Estado de Goiás (Stiueg) visitou Iporá na manhã desta segunda-feira, 24, onde se reuniu com funcionários da Saneago, os quais são ligados a esta entidade sindical. No galpão da regional deste órgão, ao lado de Gabriel Pereira dos Santos, delegado deste Sindicato em Iporá, ele falou aos sindicalizados da cidade, tendo como principal mensagem o alerta para que a categoria esteja mobilizada para impedir a privatização do setor. Segundo ele, no Brasil inteiro há uma ameaça de privatização do setor de saneamento e o Sindicato luta contra isso por entender que saneamento é saúde e precisa ser feito e mantido em parcerias com as prefeituras, o Estado e até com o Governo Federal, o qual é a instância de poder que vem, lamentavelmente, defendendo que haja privatização neste importante tipo de serviço público.


O presidente do Stiueg falou aos presentes e ouviu questionamentos. Ele colocou os funcionários da Saneago cientes sobre as lutas da categoria. Disse que em tempo de campanha eleitoral é preciso estar contra os candidatos que sejam privatistas e que sejam priorizados os candidatos que acreditam no serviço público estatal e com qualidade. João Maria de Oliveira disse que candidato que é privatista não quer o bem da comunidade, na medida que defende é o interesse do capital privado. Na entrevista coletiva a imprensa, ele citou exemplo da empresa Enel que substitui a Celg como agora um empreendimento privado e que está fazendo a comunidade sofrer ainda mais apagões do que no tempo em que a empresa era pública.


“Somos, juntos com nossas famílias, mais de seis mil eleitores em Goiás e precisamos mostrar a nossa voz dentro do processo eleitoral”, disse o presidente do Stiueg. Ele alertou de que a onda de privatização chega a pretender também que grandes fontes de água como o Aquífero Guarani estejam também sendo objeto de pretensão para privatização. Para ele, essa sanha por privatização chega a pretender que alguém seja dono de um rio, por exemplo, e o debate eleitoral precisa trazer em evidência isso, excluir as pretensões privatistas e até debater também as questões de meio ambiente.


Sobre questão hídrica em Iporá, ele disse que tem disposição para dialogar mais com a comunidade local, inclusive, com a realização de uma audiência pública na cidade, de forma a evidenciar a água e o uso desta como coisa imprescindível e de grande interesse público. Ele lamenta que ainda esteja muito embrionária uma prática governamental que valorize o homem do campo e o trate como produtor de água e com incentivo financeiro para a preservação de nascentes.



João Maria de Oliveira, presidente do Stiueg, em entrevista coletiva


 

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1 comentário

  • Ademi Alves Santana 25/09/2018

    É uma tendência esse negócio de privatização e terceirização pelo Brasil afora. As empresas públicas são vistas como serviço de pouca qualidade, precisando de melhorias, as vezes são deficitárias, com muito passivo em suas contas, e servem para os gestores desonestos enriquecerem. Por outro lado, privatizam e fazem alguma melhoria mas agora é que vem a parte salgada, quem paga o preço é o consumidor, e maioria das vezes não tem a quem reclamar. Quem investe quer o retorno e que seja o mais breve possível. E quando elas ganham este direito de explorar determinada atividade são contratos de sumir de vista, trinta, quarenta anos. E sendo a única no setor, não há concorrência, não tem como baixar preços. Exemplo do caso da privatização da celg, pela Eneel, as tarifas subirem até quase 200% (duzentos por cento) depois que passaram o comando para ela. Se for para pagar esta exorbitância, prefiro como era

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