Em café com Caiado, Telma ouve que problema do esgoto será resolvido

24/01/2020
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Destino coloca empresária em frente ao governador para que ela possa expor o problema que a afeta

O destino colocou o governador Ronaldo Caiado no centro do problema do Grand Hotel, empresa que luta com uma questão de esgoto sanitário, por não poder ligar o conteúdo de suas dez fossas na rede que passa na via pública em frente a ele.


É que Ronaldo Caiado pernoitou desta quinta para sexta, 23 para 24/01, em um dos apartamentos do Grand Hotel. E foi no café da manhã desta sexta-feira que Telma Balduíno teve a oportunidade de contar a ele tudo que ocorre naquela empresa quanto ao descaso da Saneago em resolver um problema tão urgente e que já fez a empresária até pensar em fechar seu estabelecimento de negócio.


Caiado não somente ouviu dela a explicação, como quis conhecer in loco o problema. Percebeu a dificuldade da empresária e elogiou as instalações do hotel, ao contemplar a estrutura do prédio e como este acomoda visitantes de Iporá.


O governador Ronaldo Caiado entendeu toda problemática e afirmou para Telma Balduíno que vai resolver o problema, basta um pouco de tempo. Mas demonstrou também que será ágil em tomar conhecimento do contrato entre Saneago e Elmo Engenharia e interferir para que a obra de elevatória seja feita, permitindo não só que o Grand Hotel faça sua ligação de esgoto, como também muitos outros que residem neste lado da cidade de Iporá.


Enquanto isso, a área de fiscalização da Prefeitura de Iporá ameaça multar a empresária por deixar que seus detritos cheguem a Rua João Teodoro, causando mal cheiro e desconforto para os que passam pelo local.


Retrospecto


Essa questão do esgoto sanitário na porta do Grande Hotel já foi amplamente noticiado na imprensa local. A Rua João Teodoro, localizada no Setor Pôr-do-Sol, em Iporá, está com um grande desconforto para seus moradores e para os que passam por ali. Trata-se de um esgoto a céu aberto e com mau cheiro.


Isso tem a ver com a inércia de autoridades que ainda não resolveram o problema do Grand Hotel, estabelecimento desta mesma rua, na esquina com a Avenida Pará, de onde transborda esgoto, escorrendo pela rua, inclusive, com poças. O desconforto nessa rua não é ininterrupto, mas é comum nas manhãs e começo da noite, quando o movimento do hotel aumenta, com mais uso de água e o transbordo das fossas.


A empresária do Hotel, Telma Balduíno, esgotou todas as suas possibilidades de resolver o problema. Já tem dez fossas na sua área e um terreno saturado. Cabe agora ao poder público dar condições para a empresa trabalhar.


Esse assunto já é bastante conhecido do povo de Iporá. Foram três reuniões com autoridades e ainda a presença de um deputado federal: Adriano do Baldy (PP). Nada foi resolvido e nem há encaminhamento para uma solução a curto prazo. Uma audiência que o deputado anunciou que faria com a Saneago ainda não aconteceu. Durante o dezembro e festas de virada de ano, em nada avançou para a solução do problema.


Telma Balduíno afirma que já conversou com a Saneago, a Elmo Engenharia (empresa que trabalha para a Saneago), com o prefeito e com muitos outros. Ela percebe que não está havendo boa vontade de resolver um problema que já não é mais somente seu, passa a aborrecer moradores de um bairro e transeuntes das ruas daquela região da cidade.


Enquanto vem gastando muito dinheiro com serviços de limpa-fossas, percebe que o funcionamento do hotel fica economicamente inviável. Está decidindo por fechar a empresa, a qual funciona há 15 anos, e que no ramo é uma das melhores do interior goiano.


A Elmo Engenharia, empreiteira que trabalha para a Saneago, já fez a rede e esgoto em frente o hotel. Porém, não tem como fazer a ligação de esgoto sanitário, por culpa do poder público que não criou condições para isso. Embora a rede de esgoto passe na porta, não se pode ligar o esgoto sanitário do hotel, uma vez que falta o investimento da Saneago em uma obra de elevatória naquele setor. De tal forma que não se pode mais, a rede de esgoto naquele lado da cidade, receber ligações. A empresa Oeste Goiano está também na mesma região da cidade, onde tem rede de esgoto, mas não se pode fazer ligação.


E como o Grand Hotel l já tem dez fossas que foram feitas pela empresária, número insuficiente para atender a clientela, e por faltar espaço para se fazer mais fossas, fica impossível o funcionamento do hotel.


Segundo Telma Balduíno, ela chegou ao ponto de desistir do estabelecimento, sem condições de funcionamento se não houver ligação dos detritos do hotel na rede de esgoto. A Saneago, empresa que cuida do saneamento básico, teria que dar condições para isso, mas não faz o investimento na obra da elevatória do setor. “Sem isso, provavelmente, teremos que fechar portas”.


Ela conta que, desde muito tempo, vem clamando a todos por apoio e não encontra resposta positiva, nem na Saneago, nem na Elmo que é empreiteira que faz obra de saneamento na cidade e na classe política local, tendo já falado com todos, no poder Executivo e Legislativo. Segundo afirma, percebe que Iporá está sem uma voz política de apoio. Telma enfatiza que todos viraram as costas para ela e que, sem apoio, terá que desistir do seu empreendimento.

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