Obra do esgoto sanitário faz com que caminhoneiros em desvio estraguem ruas de Iporá

20/02/2021
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Situação de rotatória onde havia jardinagem. Impossível para carreta fazer contorno sem estragar o canteiro

A obra do esgoto sanitário que está sendo feita exatamente em trecho do anel rodoviário, por onde passam diariamente centenas de caminhoneiros, está trazendo um grande transtorno para a estrutura de tráfego urbano em Iporá. É que quando se chega naquele ponto urbano, esquina da Rua Francisco Salles com a Avenida 24 de Outubro, ao se fazer desvio, os caminhoneiros precisam percorrer vias que não estão preparadas para o tráfego de veículos longos, especialmente em cruzamentos, onde geralmente se tem uma rotatória com jardinagem. 


O centro de Iporá é atravessado por tráfego rodoviário. Um deles é no sentido Rio Verde / Montes Claros de Goiás ou destinos similares. São os desse fluxo é que estão com dificuldade para atravessar a cidade e também causando danos nas vias. Quem vem de Rio Verde e quer tomar esse rumo (ou vice-versa), geralmente desce a Rua Francisco Salles, passa ao lado da Rodoviária de Iporá e atravessa o Bairro Mato Grosso, até alcançar a Rodovia GO-060, sem problema nenhum, uma vez que as vias são largas e sem rotatórias. Mas com a obra ao lado da Rodoviária, a situação piorou. 


A Superintendência Municipal de Trânsito (SMTU), que tem o Francisco Carlos de Paula (Chico Paulo) a frente, tentou evitar problemas, sinalizando na esquina da Francisco Salles com a Avenida Rio Claro para que os veículos fossem por esta avenida e que descessem na direção da GO-060, pela Rua Bartolomeu Bueno, no cruzamento em frente a empresa Art Gesso Tem de Tudo. Ocorre que os caminhoneiros não obedecem esta sinalização, insistindo em descer a Rua Francisco Salles, até porque já estão acostumados com esse trajeto. 


Quando chegam nas proximidades da Rodoviária, ao verem a obra e impossibilitados de seguir no percurso usual, precisam criar caminho alternativo. É quando surgem as dificuldades de manobras dos caminhões, uma vez que os cruzamentos daquela área urbana possuem as rotatórias com canteiros. Na esquina da Rua Lázaro Vieira com a Avenida 15 de Novembro (em frente a rodoviária), local em que eles manobram para tentar retomar o direcionamento normal, o canteiro já está todo estragado. E desta forma outros locais também ficam danificados, uma vez ser impossível a manobra de veículos longos. 


Joicivan Pinheiro de Oliveira, caminhoneiro morador em Iporá, que vive essa situação e que conhece as alternativas de tráfego na cidade, foi quem truxe o problema para a reportagem do Oeste Goiano. Ele relata que os caminhoeniros estão estragando a cidade e não é por culpa deles, uma vez não haver uma alternativa melhor para atravessar Iporá. Ele afirma que usar a Rua Bartolomeu Bueno para atravessar a cidade não é a melhor opção, já que aquele cruzamento em frente a Art Gesso Tem de Tudo também não é adequado. O cruzamento não tem rotatória, mas os veículos estacionados nas proximidades do cruzamento também estreitam o espaço de manobra, deixando os caminhoneiros em situação difícil. 


Embora aumentando distância, o caminhoneiro Joicivan Pinheiro de Oliveira sugere que seja usado o cruzamento em frente ao Armazém do Braz, na Avenida Rio Claro, esquina com a Rua Jacinto Moreira, pois ali sim, tem o espaço ideal para as manobras de veículos longos, além do que, a via adiante é muito espaçosa. Levamos essa sugestão ao superintendente da SMTU, Chico Paulo, que nos afirmou que se a obra do esgoto sanitário for demorar muito, vai adotar esse novo roteiro. Chico Paulo afirma que tem ficado preocupado com a situação, perdendo até o sono com isso e cobrando da empreiteira Elmo Engenharia que seja breve nesta obra que está demorando a ser concluída. Trata-se ali de expansão do esgotamento sanitário para permitir que mais bairros sejam ligados a esta rede, algo também importante para o desenvolvimento de Iporá. 


Chico Paulo anuncia que vai mais uma vez, nestes próximos dias, indagar da empreiteira sobre previsão de término da obra, a fim de avaliar o que ser feito para que os caminhões que atravessam Iporá não continuem estragando a cidade. 

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