Comunidade reage a ameaça de extinção da Comarca de Israelândia

30/10/2019
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Fórum de Israelândia, sede da Comarca, é prédio novo, inaugurado em 2.011

Vazou um estudo que o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás está fazendo para, sob o argumento de conter gastos, promover a extinção de 8 ou 9 comarcas no interior de Goiás, as quais passariam por um processo de extinção e, em seguida de fusão com outras, que sejam geograficamente vizinhas a estas.
Nestes últimos dias a comunidade de Israelândia tomou conhecimento do estudo que é feito, o qual já tem uma lista prévia de comarcas a serem atingidas. Dentre estas, a de Israelândia. Está também na lista a de Ivolândia. Por serem comarcas com menos processos e com custo significativo para o Tribunal de Justiça, seriam extintas.


Essa consequente extinção de Comarca, em efeito para a comunidade, leva a população destas localidades a ter que se deslocar para outra cidade fazer uso dos serviços do Judiciário. No caso de Israelândia, a cogitação é de que a anexação mais provável é com a Comarca de Fazenda Nova. Para lá, há pouco tempo, já foi encaminhado os serviços do Cartório Eleitoral.


Israelândia, com jurisdição que inclui também Jaupaci, por várias décadas tem a sua Comarca, inclusive, com prédio novo, inaugurado em 2.011. A possibilidade da cidade perder a sua condição de sede de Comarca, abalou a todos de Israelândia. Nesta terça-feira, 29, a prefeita Miriã Dantas, esteve com o governador Ronaldo Caiado, clamando por apoio para a luta por não perder a condição de sede de Comarca.


Aguinair Damasceno Ribeiro (Guina), do PR, presidente da Câmara Municipal de Israelândia, acompanhado pelo ex-vereador Firmino Manoel da Silva, também iniciou ações em defesa da Comarca, com visitas a pessoas da comunidade e mobilização em torno da preservação da cidade como sede de Comarca. Eles fizeram um contato com o deputado estadual Álvaro Guimarães, que é muito ligado a Israelândia e que se colocou como militante desta luta.


Na noite de segunda-feira passada, 28, houve reunião na cidade com a presença de cerca de 60 pessoas representativas da comunidade, todas indignadas com essa possibilidade. Os deslocamentos e o desconforto que viria com isso seriam lamentáveis para Israelândia. É o que avaliam israelandenses.


É Juiz em Israelândia o Dr. Marcos Boechat, que não entra na movimentação, já que quem toma a decisão de mudança, se vier a acontecer, é o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, alguém que é de hierarquia superior a sua. Ele teria que acatar. É promotor da Comarca Cauê Ponce Liones. E a decisão de desfazer a Câmara é de Walter Carlos Lemes, presidente do Tribunal de Justiça de Goiás. Certamente vai chegar um instante próximo que a comunidade de Israelândia irá ter audiência com ele sobre essa questão.


Voltaremos a esse assunto.

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