Alunos e estudos ambientais no Lixão, Morro do Macaco, Cachoerinha e outros locais

25/04/2014
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Quando vier a ocasião da Festa de Maio, alunos da Faculdade de Iporá (FAI) vão apresentar detalhado estudo ambiental feito em locais do município de Iporá. Acadêmicos fizeram Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) em áreas de Iporá, sob coordenação do professor Dhego Ramon, mais uma vez, com sucesso! Foram os alunos do primeiro período de Tecnologia em Gestão Ambiental do Centro de Ensino Superior de Iporá (FAI). Eles foram a campo, dessa vez, para por em prática os conhecimentos sobre Estudo e Avaliação de Impacto Ambiental.


De acordo com a resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 001, de 23 de janeiro de 1986, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade dos recursos ambientais.


Segundo o biólogo, o objetivo dos alunos em campo, foi realizar com fins didáticos, uma avaliação rápida de impacto ambiental na área urbana e adjacentes da cidade de Iporá-GO, bem como, diagnosticar o meio biótico e abiótico das áreas afetadas; listar os impactos ambientais das áreas estudadas nos níveis, quantitativos e qualitativos; e propor medidas mitigadoras para impacto observados.


O presente estudo foi realizado no dia 12 de abril de 2014, na cidade de Iporá – GO, região oeste de goiás, distante a 230 km da capital Goiânia. A análise de impacto ambiental se limitou nas seguintes áreas: APA Morro do Macaco (16°25'17.27"S e 51° 2'25.74"O), Lixão (16°26'55.72"S e 51° 3'47.80"O), Lago-pôr-do-Sol (16°25'54.04"S e 51° 6'55.10"O), Marginal Tamanduá (16°26'8.46"S e 51° 7'9.37"O) e Parque Ecológico da Cachoeirinha (16°26'35.40"S e 51° 8'7.76"O).


O Morro-do-Macaco é considerado uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável conforme Lei n° 9985/2000, uma APA (Área de Proteção Ambiental), que é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. A Área de Proteção Ambiental é constituída por terras públicas ou privadas, explica o professor.


Para a identificação e avaliação dos impactos, os alunos usaram matrizes do tipo: quantitativa, qualitativa e cheque list conforme Sanchez (2008) que segundo o professor é uma referência fundamental neste tipo de estudo.


Em suma, os alunos se saíram muito bem, explica o professor, seguiram exaustivamente o protocolo ao qual foi passado e treinado em sala de aula, em fim, o resultado do estudo, adianta o biólogo, não são nada animadores, principalmente para o lixão, em decorrências da execução da lei n° 12.305/2010, Política Nacional de Resíduos Sólidos.


O resultado completo e detalhado desta avaliação é aberto a população e será apresentados no dia 06, 07 e 08 de maio, em que ocorrerá o evento: 1° feira universitária, verde e sustentável: exposição do curso de tecnologia em Gestão Ambiental, na Faculdade de Iporá.


O professor convida e informa a todos, que poderão estar procurando a tenta do curso de Gestão Ambiental durante o dia e a noite para prestigiar e aprender um pouco mais sobre meio ambiente em geral, além de conhecer a realidade e importância do curso de GA para cidade de Iporá e região.


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4 comentários

  • Moizeis A. Gomis. 26/04/2014

    Cont. do texto anterior: Mas desde então, só vem sofrendo degradação, inclusive invasão, que foram denunciadas, inclusive com visita in lócus de representante do Ministério Público, mas nem o Legislativo, nem o Executivo, têm foi feito algo de efetivo para reverter a situação. Infelizmente. Até quando???
  • Moizeis A. Gomis. 26/04/2014

    Excelente o trabalho dos acadêmicos da FIA. Parabenizo-os por esse estudo. Espero que o poder público realize iniciativas no sentido de preservar essas áreas, principalmente a APA do Morro do Macaco e da Cachoeirinha. Aliás, foi graças a denúncia sobre degradação ambiental daquela área, por nossa iniciativa e de estudantes do Colégio Exato, feita durante aula de campo, em 2002, e à ação imediata e eficiente do vereador Suélio, que apresentou o projeto de lei municipal na Câmara de Vereadores de Iporá, que o Parque do Morro do Macaco foi criado. Quanto ao Parque da Cachoeirinha, ele não está entregue ao descaso: está abandonado há muito tempo. Desde que fui docente na UEG, que lutamos – colegas e acadêmicos dos Cursos de Hist., Geogr. e Biologia, - pela preservação daquela área e a restauração do patrimônio histórico ali existente. Mas desde então, só vem sofrendo degradação, inclusive invas
  • Dhego Ramon 25/04/2014

    "Habilidade é o que você é capaz de fazer. Motivação determina o que você faz. Atitude determina a qualidade do que você faz."
  • CRISTIANO ROCHA DA CUNHA 25/04/2014

    Parabéns ao nobre prof. Dhego pela iniciativa. Que a coleta dessas informações se transforme em um artigo e que este, depois de publicado, seja encaminhado para as autoridades municipais, pois, estas tem imensa responsabilidade por muitos danos que ocorrem no meio ambiente goiano. Parabéns também aos acadêmicos por abraçarem esta genial ideia do professor na disciplina.
    • Dhego Ramon 25/04/2014

      Obrigado Cristiano. É importante ressaltar, que o estudo teve objetivos didáticos científico e não politico.
    • Dhego Ramon 25/04/2014

      Obrigado Cristiano.

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