Revista mostra que Parque não recebe devido apoio do poder público

01/01/2020
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Está na revista ENFIM matéria sobre o Parque Municipal Ecológico de Iporá. A revista tem sede em São Luís de Montes Belos, mas aborda assuntos regionais.


Em ampla reportagem mostra o valor desse espaço de preservação ambiental, mas enfatiza o pouco apoio que recebe das autoridades municipais de Iporá.


Transcrevemos aqui texto da revista:


Quando tantos falam em recuperação de áreas degradadas, é muito importante que passem a realmente se preocupar com essa realidade enquanto há tempo, enquanto nem tudo está perdido. A natureza pede clemência, é um fato. Mas não basta apenas discursos falaciosos em torno do assunto, é preciso de atitude, de coragem para abraçar a causa e fazer acontecer


Para muitos gestores públicos, obras que não possuem visibilidade e que não agregam valor na contagem dos votos numa eleição, são indispensáveis. Para outros, mais visionários, todas as obras são importantes e necessárias independente do impacto que elas venham causar num determinado momento. Quem apostaria que a Muralha da China, construída entre 220 e 206 a.C, as Pirâmides do Egito ainda mais antigas, até mesmo a Torre Eiffel, construída no século XIX, fossem tão admiradas e reverenciadas quanto são hoje?


A ideia de criação do Parque Municipal Ecológico de Iporá, surgiu quando o serventuário do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Oívlis Áldrin Charles Morbeck, desenvolveu o projeto acadêmico de conclusão do curso de pós-graduação em Responsabilidade Social e Ambiental, pela UniEvangélica de Anápolis. O projeto “Recuperação e Conservação da Nascente Grota Seca” de sua autoria, acabou sendo o responsável pela criação do parque, em 17 de maio de 2012, durante a administração do ex-prefeito José Antônio da Silva Sobrinho.


Embora a criação do parque tenha ocorrido em 2012, desde o final de 2010, Oívlis Morbeck já havia iniciado o seu auspicioso projeto utilizando uma área menor de 1.200 metros quadrados, com o plantio de espécies que chegam a atingir até mais de 8 metros de altura, como o Chichá, o Angico e a Embaúba. Essa área posteriormente, foi expandida para 14.018,35 metros quadrados, correspondendo o tamanho do parque hoje.


Estima-se que existem atualmente no parque 1.500 mudas em fase de crescimento. São aproximadamente 60 espécies diferentes, nativas da região de Iporá, do cerrado e do próprio parque tais como, a Amora, o Angico-vermelho, dentre outras. No parque também existem, oito pontos de nascentes. No entanto, apenas uma é perene: a nascente grota seca, que deu origem ao nome do projeto acadêmico.

De acordo com o idealizador do projeto, hoje colaborador e amigo do parque, as visitas bem que poderiam acontecer com mais frequência, se houvesse melhores condições de acolher, receber e orientar os visitantes.


Para tanto, seria necessário que a atual gestão municipal, ou a próxima que virá, reconheça o valor do patrimônio que a cidade dispõe, e desenvolva ações inteligentes com a implantação básica de infraestrutura como, contratar servidores específicos para atender a estrutura do parque, instalar a rede de água, esgoto, energia elétrica, construção de banheiros públicos e de abrigos para proteger os visitantes contra as chuvas ocasionais, além de outras eventuais mudanças do tempo.


Para o futuro, quem sabe, o poder público, em parceria com a iniciativa privada abram os olhos para o progresso da região, através do desenvolvimento cultural científico. E construa no parque um tão sonhado e necessário auditório, com a finalidade de promover encontros e palestras educativas, envolvendo pesquisadores de diversas áreas. Transformando o Parque Municipal Ecológico de Iporá, também num centro de estudo para diversos fins, sem alterar o seu ecossistema natural. “Sonhar é possível, porque não?”, profetiza Oívlis Morbeck.


O Parque Municipal Ecológico de Iporá – Nascente Grota Seca, seria um bom exemplo a ser seguido por outras regiões onde possuem áreas semelhantes, cujo patrimônio natural permanecem esquecidos à própria sorte. “Quando tantos falam em recuperação de áreas degradadas, é muito importante que passem a realmente se preocupar com essa realidade enquanto há tempo, enquanto nem tudo está perdido. A natureza pede clemência, é um fato. Mas não basta apenas discursos falaciosos em torno do assunto, é preciso de atitude, de coragem para abraçar a causa e fazer acontecer”, enfatiza Oívlis.


Em tempo: Oívlis Morbeck, estará lançando sem data confirmada, obra literária de sua autoria, contando a história do parque, intitulada: Parque Municipal Ecológico de Iporá: do sonho à realidade.



Raridades indefesas


Espécies frutíferas: Amora, Araticum, Araticum-de-Casca-Lisa, Baru, Cagaita, Caju, Caju-do-Campo, Cajuzinho, Curriola, Goiaba, Graviola, Guapeva, Jenipapo, Jequitibá, Mama-Cadela, Mangaba, Mutamba, Ingá, Ingá-Sapo, Pequi, Pitanga, Pitomba e Tarumã.
Espécies de madeira de lei: Angico Vermelho, Aroeira, Aroeirinha, Guanandi, Ipê Amarelo, Ipê Branco, Ipê Rosa, Ipê Roxo, Jacarandá, Jatobá, Jatobazinho, Mogno, Peroba e Peroba-Rosa.
Espécies com propriedades medicinais: Barbatimão, Barriguda, Caroba, Cedro, Gameleira, Lixeira, Pata-de-Vaca, Pau-Bálsamo e Pau-Óleo.
Espécies de palmeira: Buriti.
Espécies paisagistas: Chichá-do-Cerrado, Faveira, Formigueiro, Guatambu, Pimenta-de-Macaco e Sangra-D’Água, são espécies consideradas próprias para arborização urbana.
Espécies não classificadas: Bingueiro, Embaúba, Jambo-do-Brejo e a espécie Macio.

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