Visita a barragem com muita água, mas quando se pensa em crise hídrica. Situação de momento é boa, mas pode complicar. Ações ambientais não estão sendo feitas

03/04/2018
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Na tarde desta segunda-feira, 2, iporaenses fizeram uma visita a barragem da Saneago, no córrego Santo Antônio, no local de captação da água que abastece a cidade de Iporá. Uma sugestão de visita mensal e monitoramento da vazão, com medições, foi feita pelo Oeste Goiano e acatada pela Saneago, o que passa a ser realizado a cada mês.


Neste início de abril, a situação é muito boa, com muita água a verter sobre a barragem. Mas a ideia é fazer as medições mensais, monitorar uma possível involução desse volume de água e despertar na comunidade e no poder público a necessidade de ações para que não haja crise hídrica no período de estiagem.


A visita a barragem contou com diversas pessoas. Além da Saneago (com tarefa de medição) e Oeste Goiano (na cobertura jornalística), estiveram no local o vereador Paulo Alves (PT), Alexandre Teixeira Lopes (Secretário Municipal de Meio Ambiente), padre Ribamar Divino (pároco local), Saulo Henrique (diretor da UEG), professores e populares.


A medição feita no dia levou a um número de 3.713 litros por segundo na vazão, incluindo nesse montante, os 70 litros por segundo que estão sendo captados, atualmente, para tratamento pela Saneago e distribuição na cidade. Segundo João José Gomes Dias, diretor regional da Saneago, ainda nesta semana deverá ser instalada uma régua métrica sobre a barragem, o que vai permitir uma medição mais precisa da vazão.


Entre os que estavam presentes o momento foi de conversa a respeito das condições ambientais da bacia e sobre as perspectivas para a próxima estiagem. Sabe-se que nenhuma intervenção positiva foi feita em margens do córrego Santo Antônio ou de seus afluentes para amenizar a possibilidade de crise hídrica para a estiagem. Em outubro do ano passado, no auge do problema, quando chegou a faltar água em torneiras de lares de Iporá, as reuniões da ocasião enfatizavam a necessidade de que a bacia do córrego Santo Antônio passasse por revegetação de margens de seus córregos, com construção de cercas; curvas de nível, bacias de captação ao lado de estradas, etc... Nada disso foi realizado.


A reação mais objetiva foi somente de aprovação de projeto de lei que permitiu ao poder público municipal fazer uso do orçamento municipal para investimentos na bacia, junto a proprietários ribeirinhos, com subssídios. No entanto, mesmo com a lei aprovada, estes investimentos ainda não foram feitos.


Presente na visita a barragem, Alexandre Teixeira Lopes, Secretário Municipal de Meio Ambiente, deu explicações sobre a tarefa do poder público nessas ações na bacia do córrego que abastece a cidade. Segundo ele, a Secretaria de Meio Ambiente ainda está em fase de estruturação, mas que já há um cronograma para ações junto aos que habitam e produzem na bacia do Santo Antônio. Ainda segundo ele, o cronograma de ações passa por conscientização de produtores, seguida de punições, se necessário, em caso de uso ilegal de água.


Padre Ribamar Divino lembrou sobre a importância de cada cidadão em Iporá também fazer um uso consciente da água e que é preciso também punição para estes que, por exemplo, usam água tratada de tempo de estiagem até para lavar calçadas. Entre os que foram a barragem ficou acertada a determinação de que o ato de monitorar a vazão do Santo Antônio será feito mensalmente.

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