Campanha da Fraternidade leva discussão da violência aos lares

17/02/2018
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Padre Ribamar, pároco e que lançou em Iporá a Campanha da Fraternidade, incentivando as famílias a refletir sobre a violência

Em Iporá, assim como em todo Brasil, foi lançada pela Igreja Católica, a Campanha da Fraternidade, a qual leva aos lares uma reflexão sobre a violência, suas causas e como combatê-la. Na quarta-feira passada, em Missa de Cinzas, foi feito esse lançamento da campanha, com exortação da Confederação dos Bispos do Brasil (CNBB) para que nesta quaresma (período de quarenta dias no pós-Carnaval) o assunto seja objeto de reflexão e de tomada de medidas concretas por parte do catolicismo.


Em Iporá a Campanha da Fraternidade foi lançada pelo pároco, Padre Ribamar Divino. O tema é “Fraternidade e a superação da violência”. A paróquia recomendou para que os católicos em grupos, nos lares, façam reflexão sobre o assunto. Isto está sendo feito.


O texto base da Campanha cita como objetivo geral desta quaresma construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.


Objetivos específicos da Campanha da Fraternidade:


1. Anunciar a Boa Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal.
2. Analisar as múltiplas formas de violência, considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas;
3. Identificar o alcance da violência nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça em sintonia com o Ensino Social da Igreja.
4. Valorizar a família e a escola e como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão.
5. Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas de superação da desigualdade social e da violência.
6. Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência.
7. Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

Encontramo-nos em um período da história no qual nos sentimos, às vezes, impotentes na busca de soluções para os problemas propostos. Em tempos que a paz está ameaçada, é preciso observar criticamente a realidade com olhar de quem acredita na superação por meio da fraternidade. A superação da violência se torna, assim, um sinal do amor que Deus nutre pelo ser humano criado para ser irmão e não rival. Como cristãos, somos chamados a construir o Reino da verdade e da graça, da justiça, do amor e da paz, pois somos todos irmãos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência se caracteriza pelo uso intencional da força contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo de pessoas. Essa violência pode resultar em dano físico, sexual, psicológico ou morte.
Apesar de possuir menos de 3% da população mundial, nosso país responde por quase 13% dos assassinatos no planeta. Em 2014, o Brasil chegou ao topo do ranking, considerado o número absoluto de homicídios. Foram 59.627 mortes, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Os números apontados pelo Mapa da Violência 2016, mostram que, no Brasil, cinco pessoas são mortas por arma de fogo a cada hora. A cada dia, são 123 pessoas assassinadas dessa forma. No ano de 2014, houve mais de 40 mil mortes. Nos tempos recentes, potencializadas pelas tecnologias digitais de comunicação e de informação, as redes sociais têm contribuído para dar visibilidade à violência expressa sob a forma de preconceito ou ódio de classe, de raça, de gênero, de política e até mesmo de intolerância religiosa

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