É do Campus de Iporá primeira mulher trans a se graduar na UEG

02/12/2018
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Raika Beliny

Em 26 de novembro, Raika Beliny esteve em banca de avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em etapa de uma graduação que está fazendo dela a primeira mulher trans que deixa a Universidade Estadual de Goiás (UEG) para seguir carreira profissional. Ela é do curso de Letras, em Iporá.


Na ocasião Raika Beliny esteve cercada do carinho de colegas e professores. Sua banca de avaliação discorreu sobre "A discursividade das professoras trans: violência, preconceito e processos de significação". Ela foi orientada pela professora Fernanda Surubi Fernandes.


Um dos professores, Samuel Carlos Melo, disse ter ficado feliz por ter contribuído com a formação na graduação de Raika Beliny e disse que espera que ela continue estudando.


A nosso pedido, ela nos escreveu sobre sua vida e a carreira pretendida. Segue o texto dela:


"Olá, meu nome é Raika Beliny e sou graduanda do curso de Letras/Português e Inglês na Universidade Estadual de Goiás- Câmpus Iporá. Nasci na cidade de Piranhas-Go e me mudei para Iporá em 2015. 


Inicialmente confesso que foi um momento tranquilo onde conheci muita gente bacana e fiz várias amizades que contribuíram na minha aprendizagem. Criei laços, cantei, chorei, mas, tive vários momentos felizes que guardarei comigo. Ser a primeira mulher trans na história do Câmpus é gratificante me deixa lisonjeada. Espero que eu possa ser um estimulo para o início de outras a se ingressarem na vida acadêmica, por mais que tenhamos obstáculos, vale a pena lutar pelos nossos sonhos.


Acredito na educação e como ela transforma, sou o exemplo claro disso. Me ingressei no curso de Letras por ter a leitura como aliada, os versos como oxigênio e a interpretação como sentido real em minha vida. São instrumentos que carrego pelos lugares que passo. Todo conhecimento adquirido na Universidade veio a somar com o meu aprendizado acadêmico.


Não há caminhada sem dificuldades, pois são elas que nos dão impulso para que continuemos lutando pelas coisas que aspiramos. Pelo contrário, só me deixaram mais forte e capaz de representar aquelas que não tiveram a oportunidade de se ingressarem em uma universidade.


Este momento para mim é um momento prazeroso e oportuno, por um futuro promissor na área da educação e pesquisa".


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