Morre aos 56 anos o funcionário da Prefeitura Mareni José da Fonseca

11/09/2018
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Mareni: Atuante na comunidade iporaense

Por volta de 23 horas desta segunda-feira, 10, faleceu em Goiânia, aos 56 anos, Mareni José da Fonseca, que era funcionário da Prefeitura de Iporá, maçon, produtor rural e homem de muito relacionamento e de muita contribuição com a comunidade iporaense.


Ele estava internado no Hospital do Coração, onde tinha sido submetido a cirurgia. Mareni fazia uso de marcapasso cardíaco e, nos últimos dias, teve que ser submetido a nova cirurgia, da qual resistiu bem; chegou a voltar para Iporá, mas passou por problemas em outros órgãos, com o óbito sendo verificado, depois de passar a respirar com uso de aparelhos, de insuficiência renal e, por fim, falência múltipla dos órgãos.


O corpo de Mareni foi velado a partir de 9:30 horas no salão da loja maçônica Paz e Trabalho, na Rua Getúlio Vargas, ao lado do templo desta loja. Houve também sessão fúnebre e, em seguida, o sepultamento às 17: horas. Mareni deixa a viúva Alvina Cavalcante e três filhos: Danilo, Raiza e Júlia.


Vida de dedicação a obras públicas


Além de exemplar pai de família, maçon atuante e homem engajado em várias atividades sociais, Mareni José da Fonseca foi o funcionário da Prefeitura que muito atuou em obras públicas de gestões de vários prefeitos municipais, desde a década de 80. Em todo esse período, todas as pavimentações asfálticas feitas na cidade, tiveram a sua orientação. Além de funcionário, foi secretário de obras em algumas ocasiões. Tinha formação profissional em topografia e em técnicas agrícolas.


O prefeito Naçoitan Leite informou para a reportagem do Oeste Goiano que vai decretar na manhã desta terça-feira, 11, luto de três dias no município. Afirmou o prefeito lamentar a morte de um grande servidor, presente em todas as obras e profundo conhecedor do andamento das obras administrativas, dentro da cidade e na zona rural. A nota da Prefeitura deve enfatizar, afirma o prefeito, que a gestão manifesta imenso pesar, e no uso de suas atribuições legais e, considerando a lamentável perda, e considerando que o referido servidor é digno de homenagens como reconhecimento a sua conduta ilibada e aos serviços prestados ao município, e considerando ainda a grande dor que atingiu todos os cidadãos de Iporá, decreta luto oficial de três dias, em todo serviço municipal.



Mareni em obra pública de preparação de asfalto, com Derneval (patroleiro) e Naçoitan (prefeito)


Livro TONICO citou Mareni


Em um trecho do livro TONICO, de autoria de Valdeci Marques, Mareni José da Fonseca foi citado. Veja a seguir:


O padre Wiro, de batina branca e silencioso, e vários na porta da igreja, antes do início da missa de advento, ouviam o senhor Carmelo em fala improvisada que chamava a atenção dos fiéis:


- Gosto de citar exemplos de netos com quem converso e que ressaltam o valor dos avós. Assim foi ontem, em conversa com alguns jovens: a jovem Synara Inocência Gomes Lima que tem como avós os pioneiros Mestre Osório e Otília. Ela me falou com elogios ao pioneirismo deles, os primeiros a aqui chegar com uma ideia de cidade na cabeça, trazendo um cartório para registrar as crianças e para casar os jovens, uma meta de ensino e uma dedicação às tradições e aos bons costumes. Falei com o Wilney Euclides que relembra a avó Rita Maria de Jesus, a Dona Ritinha, histórica professora da Iporá de outrora. Ela e José Braúna não tiveram filhos, mas adotaram aqueles que lhes deram descendentes que os admiram como verdadeiros avós. Ouvi do neto Mareni José Fonseca toda sua lembrança respeitosa para os avós Júlio José Rabelo e Júlia Jerônima de Jesus. Ele morreu cedo, mas ela foi tão determinada e de luta, que seu nome virou Fazenda Córrego da Júlia, lugar onde habitou...


Padre Wiro deu passos para o meio da grande roda de conversa que se formara em frente a igreja, interrompendo o discurso do velho. Chamou os que ali estavam para a missa de advento que queria dar início. Todos adentraram, mas Carmelo foi de volta ao carro, reunir-se com Baruque e Antônio Neto. Ele era um tipo que incentivava as religiões, mas não costumava entrar em cultos, dentro dos templos. Preferia uma conduta ecumênica, exaltando todas as iniciativas religiosas.

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