Fim da indústria da multa e goianos economizam quase R$ 35 milhões

03/07/2020

Quase R$ 35 milhões. Esse é o valor que deixou de sair do bolso dos goianos com o pagamento de multas de trânsito em 2019 na comparação com o ano anterior. Isso representa uma redução de 22% já no primeiro ano do governo Ronaldo Caiado. Os dados são da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e apontam uma queda de quase R$ 159 milhões para R$ 124 milhões.


A medida é reflexo direto de uma das primeiras ações de Ronaldo Caiado ao assumir seu mandato. Em janeiro de 2019, o Governo de Goiás suspendeu a fiscalização por meio de radares móveis de velocidades em todas as rodovias estaduais, com intuito de coibir possíveis irregularidades nas cobranças de multas.


“Logo que assumi o mandato, vi que havia órgãos estaduais que eram utilizados mais para sustentar um projeto político de ordem pessoal ou senão para enriquecimento ilícito de pessoas. Isso fez com que o Detran ficasse com esse estigma de que realmente tudo ali tratava-se de negociata, propina, taxas inesperadas, criadas para poder sustentar gastos que não fosse do interesse da sociedade goiana”, recorda Caiado.


Na época, 54 radares móveis foram retirados, sendo 24 deles do tipo “pistola”, que eram utilizados pelo Batalhão Rodoviário da Polícia Militar. “Não temos aqui uma indústria de multas. Não temos no nosso governo aumentos de arrecadação com multas”, afirmou Pedro Sales.


Segurança e economia
Na última terça-feira, a Goinfra lançou edital que prevê a contratação de empresas especializadas no serviço de monitoramento eletrônico de velocidade. O objetivo é garantir mais economia e atender às necessidades do Estado na área. “Estamos fazendo uma substituição dos contratos vigentes e não temos a intenção de aumentar o número de unidades previstas”, deixou claro o presidente Pedro Sales.


O edital está dentro do planejamento em longo prazo da segurança viária em Goiás. O quantitativo de equipamentos previsto o chamamento é apenas uma previsão do que pode vir a ser a necessidade do Estado ao longo desse período do contrato, que é de três anos e, se for prorrogado, pode chegar a cinco anos. “Para planejar o que vai ser feito de instalação da malha para cinco anos é projetado um quantitativo. É tão somente um universo de possibilidades. Quantitativo não significa instalação de radar.”


Comunicação Goinfra

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