Opinião

A difícil tarefa de cuidar da limpeza de uma cidade

Valdeci Marques
08/07/2018

Na manhã do sábado passado, 7, visitei vários bairros da cidade e fiz isso com intenção de observar a limpeza pública de Iporá. Tinha que ir ao Setor Novo Horizonte II levar uma encomenda e percebi ali muita sujeira e matagal e que, associado com a poeira, está deixando aquele setor em lamentáveis condições.

 

Atendido meu compromisso naquele setor, resolvi que iria dar uma observada geral na limpeza de outros setores. Fui ao Setor Jardim Arco Íris e a situação é parecida, com muito lixo e, na maioria, por culpa dos próprios moradores, que jogam de tudo em locais inapropriados, nos lotes baldios ou na rua, mas sem acondicionar em recipientes.

 

Fazer a coleta do lixo em toda cidade de Iporá já é uma tarefa difícil e sem a ajuda da comunidade, é impossível. Percebe-se que os moradores continuam não ajudando, sem cuidado sobre o descarte de lixo doméstico.

 

A cidade está suja e sempre esteve assim. O problema não é de agora. Iporá nunca foi uma cidade realmente limpa. Nunca tivemos um prefeito que conseguisse a boa limpeza, até porque, como já dissemos, não depende só de prefeito. Limpeza é dever de todos.

 

Indo ao Bairro Grosso, verificamos muita sujeira: restos de construções e galhadas de árvores nas ilhas de avenidas ou calçadas. São muitas galhadas secas, que parecem desde muito tempo estar ali, jogadas no mesmo local.

 

Estamos em um tempo de muita queda de folhas secas das árvores e daí o que se percebe é a folharada caída no chão, no asfalto, com o aspecto visual ruim que é próprio deste tempo seco.

 

No Bairro Mato Grosso vimos uma oficina mecânica com carros velhos a frente, a invadir a rua. Um aspecto horrível! Na Rua Bahia, um comerciante colocou um monte de caixas de papelão em frente ao estabelecimento. Estava horrível! Este é um problema sério. É o descarte do lixo sem uso de recipientes para que a coleta possa pegar. Para o coletador sair catando de lixo por lixo, peça por peça, será difícil.

 

Entrei na Avenida 24 de Outubro, via pública importante, onde tem galhadas secas na ilha. E se estão secas é porque ali estão desde algum tempo. Depois, no Bairro do Sossego, vi uma mulher varrendo a rua, varrendo a folharada seca. Parece que o serviço de varreção da Prefeitura limita-se a uma área central. Percebe-se que a gestão tem poucos funcionários cuidando de limpeza. Precisaria muito mais.

 

O centro de Iporá tem um cuidado melhor. Mas na Avenida Goiás, entre as ruas Lazaro Vieira e Esmerindo Pereira, teve uma escavação (talvez da Saneago) e que ainda no local o asfalto não foi reparado. Tem falta de fiscalização no centro quanto a forma com que as pessoas lidam com as obras. Na esquina da Avenida Pernambuco com a Rua Esmerindo Pereira, a obra do Banco Sicredi está bem cuidada, com container e área de frente toda limpa e desimpedida. Já na esquina de cima alguém está fazendo uma obra de reforma sem ter os mesmos cuidados. Embora tenha locado um container, deixou material de construção sobre a calçada. Está lá a impedir o fluxo de pedestres.

 

Subi para o Bairro São Francisco, onde tem os mesmos problemas de limpeza. Em uma ilha da Avenida Poções tem até restos de móveis destroçados. No Setor Umuarama, um morador cercou a área pública do passeio para plantar milho. Vale tudo.

 

No local onde fazem a feira do Setor Umuarama tinha dois grandes montes de lixo. Um deles já se esparramando. É que era cerca de 11 horas da manhã e o lixo da feira livre do dia anterior ainda não tinha sido coletado. E sabe-se que em Iporá esses montes de lixo no chão sofrem a ação dos cães que os destroçam na busca de comida, esparramando lixo. Aliás, recentemente, alguém me reclamou que o Departamento de Limpeza esteve adotando uma estratégia de alguém ir na frente do caminhão de lixo, juntando os sacos em um local só, a fim de facilitar a coleta. Ocorre que antes do caminhão chegar para a coleta, os cães aparecem primeiro para bagunçar o lixo e quando o caminhão chega já não consegue pegar o lixo todo. A rua fica suja, com lixo esparramado, às vezes, de mau cheio.

 

Na Vila Ferreira vi menos coisas erradas, mas tem sujeira. Em seguida, no Jardim Urânio, uma situação razoável, mas com montes de lixo acumulado em sacos, dentro das grades de acomodação, na espera do caminhão. Não sei o caminhão passa todo dia. Acredito que nem sempre.

 

Na Vila Brasília alguém trocou o forro de gesso da sua casa e o velho gesso ele jogou todo na calçada! Um monte enorme! Horrível! A Vila Brasília tem muita sujeira.

 

Um local melhor é nas imediações do Clube Recreativo de Iporá, entre a Avenida Rio Claro e a Avenida Pará. Está via, a Avenida Pará, até o Parque Agropecuário, está com boa limpeza. No Jardim Monte Alto, defronte a Escola Municipal Jorcelino Barbosa, tinha um resto de construção. Não sei se a obra é pública. Mas não usaram container. Coisa horrível defronte a escola.

 

No Setor Pôr do Sol, na esquina da Avenida Goiás com a Rua Elias Rocha está o monte de lixo que é a foto que ilustra este artigo. Mas montes de lixo como este são muitos na cidade. Muitos! Em diversos setores. Este é o tipo de lixo em que a culpa é do morador. Jogou desordenadamente o lixo no chão. Aí fica difícil. Um lixo deste vai ficar ali por dias, semanas, quem sabe, mês ou meses.

 

Constatada a limpeza em giro pela cidade, voltei pra casa. A conclusão é que a cidade tem muita sujeira. A verdade é essa. E assim estará enquanto não houver conscientização das pessoas. E também enquanto limpeza pública não for uma prioridade para a gestão municipal. E o prefeito está em ação, mas a prioridade é outra. Sabe-se que está empenhado em fazer asfalto. Aliás, sobre asfalto, vimos este tipo de obra que a administração anterior fez, mas que não o protegeu com meio fio. Sem meio fio, o asfalto se danifica com chuvas e enxurradas. Antes de mais asfalto, é bom que faça o meio fio nos asfaltos anteriores. Mas esse é outro assunto. Assunto para, talvez, um outro artigo.

Valdeci Marques

Valdeci Marques é escritor e diretor do jornal Oeste Goiano.

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