Opinião

Como a eleição deste ano afeta a disputa em Iporá em 2.020?

Valdeci Marques
04/11/2018

Ronaldo Caiado será empossado governador. Os eleitos em dois níveis  (estadual e federal) estão com a tônica do novo! Como vamos caminhar para as eleições municipais? O que pode ser previsto para o pleito em Iporá?

 

Neste final de semana eu conversei com alguns dos principais personagens da política iporaense no que diz respeito à sucessão municipal. Com o prefeito Naçoitan Leite (PSDB), fui direto ao assunto e perguntei a ele se será candidato a reeleição. Ele me disse que não sabe. Afirmou que para se candidatar a reeleição vai depender da forma como o presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai tratar os municípios. Disse que espera do eleito que ele faça o que prometeu, que é transferir mais recursos para os municípios. Se assim for, será candidato. Se não, deixa de ser. Naçoitan reclama muito da forma atual como os municípios são tratados pela União. O prefeito afirma que está concentrado em esforços por gestão que seja muito realizadora e que acredita que seu mandato será de muitas obras, a exemplo de asfalto, que afirma que levará a todas ruas que não possuem este benefício.

 

Se um prefeito se candidata a reeleição sempre tem força e probabilidades de eleição, principalmente, quando a disputa tem três ou mais candidatos. Naçoitan foi eleito em 2016 com a força do grupo grupo marconista. Ele já não tem isso mais a seu favor. Os resultados eleitorais deste ano não foram bons para o prefeito. Ele empenhou bastante em pedir votos, mas não foi feliz. Se resolver se candidatar a reeleição terá que ter Prefeitura com  vigor financeiro, contas equilibradas e um saldo de obras e qualidade de serviços públicos de forma a ser convicente para o eleitor iporaense. Iporá nunca reelegeu um prefeito. Aliás, os prefeitos dos últimos mandatos nem tiveram coragem de se candidatar a reeleição, já prevendo a dificuldade que teriam, a exemplo de Mac Mahoen e José Antônio. Valdion Marques arriscou tentar ser reeleito, mas perdeu um embate (menos de 900 votos de diferença). De tal forma que Iporá nunca reelegeu seu gestor.

 

Os que foram candidatos a prefeito derrotados nas eleições anteriores, são quase sempre muito lembrados nos embates seguintes. São aqueles que não possuem o desgaste natural do poder e ainda representam o novo, o não experimentado, que foi este, o fator "novo", o mote da eleição passada e que pode ser, novamente, aspiração popular para 2.020. Amarildo Martins será muito lembrado, certamente. E com candidatura cobrada, com apelo para que esteja no pareo. Ele sai fortalecido das eleições 2.018. Bem antes de tudo, rompeu com Marconi e José Eliton e assumiu lugar na campanha de Ronaldo Caiado, o governador eleito. Com isso, se candidatar a prefeito terá o trunfo de ser do lado do governo. Historicamente, em várias ocasiões o eleitor de Iporá votou em quem era candidato do lado do governo. Resta, porém, saber se Amarildo Martins ainda terá o grupo grande que o apoiou em 2.016. Eu conversei com Amarildo Martins que me afirmou que se tiver grupo unido poderá ir ao embate pelo cargo de prefeito. E afirma que é cobrado para que entre na disputa.

 

Outro que disputou na eleição passada e que será lembrado para o embate é João Batista Alves, que é do MDB, mas que costuma dizer que partido não é o mais importante e sim nomes confiáveis. Ele é inspirado a fazer esta afirmação com base nas eleições deste ano, quando nomes vitoriosos foram mais visíveis do que partidos. João Batista afirma que está disponível, se for o desejo de grupo expressivo ao redor dele. Na eleição passada, com grupo relativamente pequeno, teve mais de quatro mil votos em Iporá.  Ele é tido como um pré-candidato natural, tal como Amarildo Martins também é assim considerado. Eu conversei com João Batista. Ele me disse que sente-se fortalecido com as últimas eleições em razão das votações e vitórias de Paulo César Martins e João Campos (deputados) e Vanderlan Cardoso (senador). João Batista me afirmou que ampliou seus relacionamentos dentro da cidade de Iporá. Afirma estar próximo da Igreja Assembleia de Deus e outros segmentos.

 

Tiago Campos, filho do deputado federal João Campos e militante da política iporaense, foi outro com quem conversei no final de semana. Tiago é tido, atualmente, como uma espécie de porta voz político da Igreja Assembleia de Deus. Ele não faz muitas revelações sobre as preferências do seu grupo político, mas prevê que a próxima eleição em Iporá deverá ter quatro ou cinco candidatos. Ele prevê o esfacelamento de grupos que estiveram atuando juntos, antes. Ele prevê que pode ocorrer alianças surpreendentes nas eleições de 2020. Para ele, será bem sucedido um candidato novo e com prática inovadora, com nova conduta, já que a população está cansada da mesmice. Para ele, não vai adiantar o candidato ter boas propostas se não tiver credibilidade. Sobre nomes, ele acha cedo para citar alguém. 

 

Alguém importante nas conversas para as eleições de 2020 será o ex-vereador e ex-vice-prefeito Adeilton Ferreira. Ele é o líder do Democratas, o partido de Ronaldo Caiado, governador eleito. É com Adeilton Ferreira que o governador eleito mais conversa sobre Iporá, afinal, é liderança do partido de quem vai ocupar o Palácio das Esmeraldas. Na conversa com ele, ouvi de que é desejo de Ronaldo Caiado vitórias do seu grupo em municípios goianos. Em Iporá, segundo Adeilton, não será diferente. Ele afirma que vai se buscar a união do grupo caiadista em Iporá e dessa união sairá um nome, com perfil do novo, tal como aspira o povo. Adeilton não cita nomes, apenas prevê a união e uma ampla conversa que talvez até faça com que surja um nome novato no cenário político de Iporá. 

 

Um ex-prefeito recente é sempre nome que paira em sucessões municipais. Conversei com Danilo Gleic Alves dos Santos, o ex-prefeito do período 2013/2016. Ele disse que após eleições 2018, sai de cabeça erguida e muito agradecido as pessoas que confiaram o voto nele e aos demais que também respeitaram o objetivo de se colocar como candidato. Ele afirma que segue adiante militando politicamente no Solidariedade e que não tem definição nenhuma quanto a pré-candidatura e friza que como político terá que avaliar as decisões da sociedade e como alguém que tem experiência política e administrativa, quer estar no meio das discussões tanto com lideranças políticas, sociedade e autoridades. Ele reafirma que não tem decisão formada e decidida sobre pré-candidatura.

 

Eu quis falar também com os petistas e com os membros do PTB de Iporá, mas não foi possível. Valdomiro Alves de Paula e Aurélio Fábio Teixeira disseram que deixariam mensagem pra mim no domingo, mas não fizeram isso. Claro que o cenário político de Iporá tem outros personagens, mas ouvimos pessoas importantes e que vão conduzir os fatos políticos rumo às próximas eleições. O embate municipal dependerá muito de dois desempenhos a serem observados: o de Caiado, no Governo Estadual, e de Naçoiitan Leite, na gestão local. Se Caiado emplacar boa popularidade fica fortalecido para alavancar os seus preferidos nos municípios goianos. No plano local, o desempenho do prefeito também conta muito. Se convencer aos munícipes da eficácia de sua gestão. fica fortalecido para ser reeleito ou para entregar a vitória para um aliado. Portanto, tudo muito indefinido. Resta esperar os fatos. 

Valdeci Marques

Valdeci Marques é escritor e diretor do jornal Oeste Goiano.

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