Opinião

Em resumo: fazer cultura em Iporá e região não está sendo fácil

Adolfo Freitas
04/07/2013

Após vinte e poucos anos militando na cultura do oeste goiano, ao final de abril, fui convidado a comparecer na Mansão Verde, onde ocorria um festival de música regional, para juntos de outros militantes desse segmento, ser agraciado com o prêmio de colaborador e incentivador da cultura em nossa meso região. No palco, vi desfilar de Tião Carreiro e Pardinho até Ana Carolina, na voz e interpretação de gratas revelações daquele certame. Apenas revelações, uma vez que nossa região não costuma apostar em movimentos culturais, não produz votos nas urnas, então fica de lado, a revelia do processo de “crescimento” da região. Em rodas de amigos e batendo longos papos, ali estavam Valdevi, Francis, Valdeci Marques, Antônio Goeldes e Maiza, pessoas que tanto quanto outras que não foram mencionadas colaboraram, viveram e doaram sem receber nada em troca.


Ao final daquele evento, sobrou a conta para os três mosqueteiros, Miltinho Junior, Tássio (?) e Liz Dalenogari, e vão pagar. E como Iporá, digo (poder publico ) por várias vezes, por não incentivarem, enterrou seus talentos, seja com terra ou simplesmente exportando para darem fruto em outro lugar, que o digam KLEBER MORAES, PIO VARGAS, NOILDO MIGUEL, RUI JUNIOR, EDIVAL LOURENÇO, ALINE GALDINO, CARLOS WILIAN, ETC.. ETC.. ETC.., os três aqui enterrados na realização deste evento, vão renascer em outro lugar e produzir a mil por um. Tudo é profecia, e cumpre Antonio Goelde que já dissera: VOU VOLTAR PRO MEU RECANTO, TUDO AQUI FICOU LÁ, LÁ, ESTA ESTRADA QUE ME TROUXE DE VOLTA VAI ME LEVAR. Parafraseando Cartola, eu digo: BATE OUTRA VEZ COM CERTEZA O MEU CORAÇÃO, POIS JÁ VAI TERMINANDO O VERÃO...Enfim, É PRIMAVERA NO MEU CORAÇÃO E EU NEM QUERO SABER SE SOFRI. Em resumo: fazer cultura em Iporá e região não está sendo fácil.

 

Adolfo Freitas

Cantor com participações em vários festivais de música da região e do interior de Goiás. Ex-integrantes das bandas Plug, Esquema Novo, Sons Astrais, Raulino Super Som 2.000, Scala e Magia da Cor. Já atuou ativamente no movimento cultural iporaense. Atualmente, faz parte da banda gospel \"A Promessa\". Adolfo nasceu em Amorinópolis e reside em Iporá há 23 anos. É policial civil.

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5 comentários

  • Eurípedes Pereira da Silva 07/07/2013

    Conheço o Adolfo desde l990, mesmo não sendo de Iporá, mas não tenho dúvidas em afirmar que é uma pessoa de cultura abrangente e muito bem informado. Quem duvidar não perca tempo, tenha um dedinho de prosa com ele, vale a pena. Ainda mais num país onde 75% das pessoas não intendem o que lê. Repito converse vale a pena!
  • Carlos Willian Leite 06/07/2013

    Adolfo, efetivamente, a cultura iporaense morreu. O último vestígio aconteceu quando o Valdeci Marques foi secretário de Cultura. O Festip, criado por ele, foi um dos maiores acontecimentos da história cultural de Iporá. E não apenas. Quase duas décadas depois, percebo o quanto o Valdeci Marques foi importante para a história cultural de nossa cidade. A Morte prematura do Noildo também contribuiu para o marasmo cultural que assolou toda a região. Você, para mim, foi um dos maiores artistas que Iporá já teve. Gênio. E se houver artista injustiçado, você é um deles. Assim como o Goelde. Também é preciso reconhecer o trabalho que esse garoto, Miltinho Júnior, vem fazendo. Embora embrionário, parece ser um novo começo. Que o Danilo (prefeito) tenha bom senso. Investir em cultura é assegurar o sucesso de sua gestão.
  • Mara Eliza Matos Mendes 05/07/2013

    Belas palavras meu amigo Adolfo..... A indignação é muito grande em saber que a cada ano que passa a cultura está sendo esquecida no passado por nosso representantes, que deveriam ser os primeiros a incentivar os "Festip", como era bom aquele tempo, as pessoas se interagiam mais, tinha mais compaixão com as outras pessoas e o melhor de tudo revelava grandes talentos. Fico feliz por você ainda está firme pois você têm um grande dom e não pode deixar de exerce-lo, pois ele desperta grandes emoções e sentimentos positivos para todos. Abraços amigo Adolfo.
  • Romeu Lima 04/07/2013

    Valeu aí seu comentário Grande Adolfo meu Velho " Tôca", um desabafo importante, pela cultura, Morta a muitos ano aqui em Iporá. Eu que vi o início de tudo, com o a muito extinto FEMUPI, quando a música Cosmorama com José Inácio, "antiga Caixego" foi campeã do 1º FEMUPI, E a música Terra Seca com Antônio Goelde Foiu campeã do 2º FEMUPI. Hoje é tudo diferente ninguém valoriza nada que tem realmente valor. Onde estão os compositores? Só querem mostrar interpretes disso aí que estão dizendo ser música. Espero que Miltinho Jr. Possa ter forças para fazer esse resgate. Vamos esperar pra ver no que vai dar,,, embora o resultado já seja quase iminente.
  • Maria Augusta Do Planalto 04/07/2013

    Obrigada por lembrar do nome do meu pai amigo Adolfo! Eu me lembro muito bem dos velhos festivais de músicas da nossa região. De carona com meu pai, ouvi vários sábios do cerrado. Acredito que aprendi muito e gostaria de ver a nova geração aprender o verdadeiro sentido de "sertão". Espero que essa iniciativa dos jovens iporaenses não seja abandonada. Como você mesmo disse: "fazer cultura em Iporá e região não está sendo fácil."

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