Opinião

Em ruas e praças há um verdadeiro desrespeito ao cidadão

Arnon Geraldo Ferreira
18/03/2019

 

Os tempos modernos e tecnológicos que remonta os dias atuais temos nos deparado com nomes diferentes que em nosso cotidiano tem uma expressão singular, antes não dado tamanha importância e complexibilidade ao assunto reportado, a “Mobilidade e Acessibilidade Urbana” que nada mais é do que a organização da movimentação e acesso das pessoas nas áreas urbanas.

 

 

Em tempos anteriores não se era dado muita importância a este assunto tanto pelo poder público e bem como pela própria sociedade, pois não se tinha a dimensão da sua importância e de seu impacto sócio ambiental e econômico social para as cidades e seus habitantes.

 

A responsabilidade pela gestão da mobilidade e acessibilidade urbana esta a cargo das prefeituras e as câmaras municipais, que são regidas pelas suas leis orgânicas municipais e incrementadas pelas decisões posteriores dos vereadores e com a aquiescência dos prefeitos.

 

A mobilidade e acessibilidade urbana é um conjunto de ações que se completam e para que seu efeito seja completo, não basta apenas apegarmos que a mesma seja somente dos veículos ou dos pedestres e ou das casas, calçadas e ruas entre outros.

 

Reportando as nossas cidades, como exemplos práticos, não basta a Prefeitura e a Câmara Municipal criar a lei orgânica e nela tratar da questão mobilidade e acessibilidade e lançar ao cidadão a responsabilidade pela construção de suas calçadas sem primeiramente, orientar de como o cidadão pode fazer esse trabalho com detalhes e normas a serem seguidas. Como ocorrido em Goiânia a Prefeitura exigia que o comerciante para se estabelecer em determinado local o mesmo teria que construir o piso tátil (Guia para deficientes visuais nas calçadas – Piso Amarelo comumente chamado) enquanto os prédios públicos não possuem nem suas calçadas adequadas para o piso tátil.

 

Ao mesmo tempo a Prefeitura precisa criar condições que sirvam de parâmetros para que o cidadão dê continuidade a esse processo, como por exemplo, a construção de ruas, ilhas, canteiros centrais, praças e a determinação do que pode ser estabelecidos nestes locais e bem como a sua devida manutenção dos locais.

 

Após varias intervenções hoje o poder municipal de Goiânia está dando o exemplo fazendo a adequação e construção de calçadas e rampas para contemplar a acessibilidade no paço municipal.

 

Diante a tudo isso, vemos hoje em nossas ruas, praças, canteiros centrais e passeios públicos um verdadeiro desrespeito a condição de mobilidade nas nossas cidades por parte do poder público, que não legisla, e do cidadão que não faz sua parte.

 

O simples fato de construir as calçadas em desacordo com as normas ou na colocação de objetos de caráter impeditivo o plantio de uma arvore de uma espécie inadequada ou até mesmo a instalação de um porte de iluminação pode quebrar todo o ciclo da mobilidade. Como podemos ver, por exemplo, o caso das arvores da espécie Jamelão que em Goiânia atrapalham a mobilidade e chegando a provocar acidentes fatais.

 

Precisamos pensar em quanto sociedade nesse assunto, pois cada dia mais aumenta a quantidade populacional nas cidades e levando ainda em consideração a situação das pessoas que estão chegando a terceira idade e os portadores de necessidade especiais.

 

Convido a todos a pensar e refletir sobre o assunto, pois hoje pensamos que não precisamos nos preocupar com essa questão, mas no amanhã poderemos estar colhendo os frutos do ontem mal planejado.

Arnon Geraldo Ferreira

Arnon Geraldo Ferreira é Presidente da Associação dos Heveicultores de Iporá e Região, Vice presidente da Associação da Classe Contábil de Goiás, Produtor Rural – Heveicultor (Seringueira), Empresário e consultor em Agronegócio, Graduado em Ciências Contábeis, Pós-graduado em Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. É Palestrante na área de ITR – Administração - Contabilidade do 3º setor (Igrejas, Associações e Sindicatos) e Ações ambientais.

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