Opinião

Muitos iporaenses estão empenhados em favor do meio ambiente

Valdeci Marques
22/10/2018

O problema ambiental existe. Está aí... Também em Iporá, como nos demais municípios. Mas pelo menos Iporá está em um bom momento quanto ao ajuntamento de pessoas em torno da defesa desta causa. Nunca houve na cidade tantas pessoas e tanto esforço conjunto como agora!

 

Na manhã do sábado passado, 20, em sala da Faculdade de Iporá (FAI) participei de reunião do Conselho de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Codema), do qual faço parte. E durante a reunião e no desdobramento de uma segunda reunião, na mesma manhã, estive a pensar no quanto se juntou, nos últimos meses, pessoas em Iporá para pensar a questão ambiental e, o mais importante: para agir.

 

São muitos engajados! Isto não significa que os problemas ambientais serão todos resolvidos. Mas pelo menos estão havendo as ações expontâneas de muitos. O prefeito Naçoitan foi feliz em criar e nomear para a nova Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável o Alexandre Teixeira Lopes. Ele é, certamente, o secretário dessa gestão que trabalha com mais motivação. Primeiro, tem formação na área. Depois, tem esforço e capacidade de articulação de forças em torno das causas em andamento. Ele desencadeou uma série de ações. Se tiver mais apoio do prefeito, vai longe em concretizações de ideiais de interesses coletivos.

 

Dérick Martins, fiscal da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Secima) e morador de Iporá é outro que tem dedicado atenção às questões locais. Está a frente de um grupo que elabora ações para a alta bacia do córrego Santo Antônio. Temos o Marcelo Siqueira (presidente do Codema), o casal de professores José Carlos e Glaúcia (do IF Goiano e que são tão empenhados e atuantes, principalmente na instalação dos ecopontos); o Dhego Ramon, Daniel Fatalh, Gisele Carneiro, Sebastiana Roberta, Marluce Pinheiro (FAI), Irani Januário (Crea), Olímpio, João José e Márcio Greic (os dois da Saneago), Saulo (diretor da UEG) e o casal de professores Valdir e Viviane Specian e ainda o Dr. Flávio Alves de Souza, muito conhecedor da Bacia do Córrego Santo Antônio e tantos outros, incluindo todos os membros do Codema.

 

Ambientalistas iporaenses como Oivlis Aldrim Charles Morbeck Barros de Souza e Arnon Geraldo são pessoas que não podem ficar de fora de uma lista que pretende mostrar um pouco dos valores humanos desta terra. Oivlis é idealizador do Parque Ecológico de Iporá e seu grande lutador e é coordenador da Pastoral de Meio Ambiente da Igreja Católica. Arnon Geraldo tem formação na área ambiental e defende o plantio de seringueiras em margens de mananciais como forma de revegetação e, tem também projeto de recuperação de mananciais.

 

Deixamos de citar vários nomes. São muitos em Iporá que estão nessa luta. Por isso, se são muitos, acreditamos que frutos serão colhidos, seja na recuperação ambiental da bacia do córrego que abastece a cidade, seja na limpeza pública da cidade e coleta seletiva, na parte ambiental como um todo e na abrangência geral do município de Iporá. Se muitos estão na luta, o poder público vai ter que acompanhar esse ritmo e dar o seu apoio. O prefeito Naçoitan Leite já fez presente em atos pelo meio ambiente e ainda vereadores como Paulo Alves, Eurides Laurindo, Marinho da Mata, Carmo Freitas e Adriano Coutinho já se mostraram presentes em ações e os demais, com certeza, também vão se juntar a todos e o número de ambientalistas vai só crescer, com articulações e com ações, com criação das leis e o esforço pelo cumprimento destas. Na parte do Judiciário, o Juiz Wander Soares Fonseca já deu demonstração pública a respeito de sua preocupação com a questão da água. Com os três poderes, Ministério Público e com cada um, haveremos de sanar problemas ambientais. O momento é favorável. Temos a soma de muitas forças.

Valdeci Marques

Valdeci Marques é escritor e diretor do jornal Oeste Goiano.

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1 comentário

  • ARNON GERALDO FERREIRA 22/10/2018

    Parabenizo o nobre amigo pela matéria tao rica e abrangente e precisamos cada vez mais falar sobre o assunto. mas mais do que falar precisamos agir, nas recuperações da nascentes e das APP e não podemos esperar e contar com o poder publico pois é uma área que não gera apoio politico e sim perde-se apoio, falo de experiencia própria no projeto "SERINGUEIRA" trabalhamos apenas com recursos próprio. E tem recursos públicos pra tais finalidades preservativas.

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