Opinião

No mesmo eco dos que clamam por mais movimentação cultural em Iporá

Renato Castro
22/07/2013

Cultura iporaense... Aprendizado de ontem e vivência de sempre...

 

Observando as muitas falas de pessoas de destaque em nossa cidade, observando o quanto estas falas são importantes para que tenhamos condições de ler nas entrelinhas dos que nos mantém (olhos aguçados) para o futuro, percebo o quão necessário é, fazermos leituras e releituras daquilo que está exposto nos textos de muitas pessoas. Concordo com o texto do nobre Adolfo Freitas que de forma especial, traduziu os anseios dos que estão agora, no alvorecer de uma nova era, não sentiram o gostinho doce do “encantar cultural” em nosso torrão de terra, visto que, parece que tal, não vicejou por entre as plagas viventes deste presente.

 

Contudo, mesmo acreditando que as ocorrências culturais, sempre foram ponto forte em nossa cidade, não posso deixar de expor meus simplórios pensamentos, pois a realidade, por mais distante que pareça, não é tudo tão frio ou tão acabado como muitos imaginam e uma série de movimentos que ainda ocorrem, por mais equidistantes do verdadeiro e real, mostra um povo capaz de realizar muitos sonhos, por menores sejam estes e por não ter a notoriedade que mereceriam ter.

 

Os nomes que foram citados relembram homens marcados pelo suor do seu tempo e que muito realizaram por Iporá e região, e pela grandeza do trabalho que estes deram e fizeram pelas artes, merecerão nossos aplausos sinceros sempre, alguns aqui, já não se encontram mais entre nós, partiram para outros campos e foram levar a graça e a sonoridade, à expressividade do belo da arte, seja na música, nas artes plásticas e nas artes dramáticas do Teatro, seja nas construções artesanais de todas as sortes, na dança, nos elementos corporais intervencionistas onde o homem consegue artisticamente expor sua alma, seu coração.

 

E ficamos a sismesmar aqui, onde estão os de agora? Onde se encontram tais virtuoses (de todas as artes) que parecem desaparecidos ou mais, esquecidos do nosso chão? Não parece haver uma resposta rápida ou que console ou que alivie a possível dor do que se pode considerar abandono, mas, temos que considerar algo como importante, nomes novos vão surgindo sim, pelas mãos dos que cantam a suavidade dos sons matutinos e noturnos, pelos toques fortes, mas também delicados dos que dançam, ou pela graça dos que declamam seus sonhos no sorriso encantador dos que emanam doces energias no ar e transfiguram sonhos.

 

Mas sabemos das limitações, sabemos das muitas dificuldades existentes, mas não há esmorecimento, e como já dizia um sábio antigo: “Recuamos para angariar forças e fortalecer nossos passos, mas continuaremos, sempre”. E, penso ser assim, há certo recuo aqui, que fortalece a nostalgia do passado, mas não há o esquecimento e a ajuda memorável dos que iniciaram os movimentos culturais de outrora, que será muito bem vinda... Sempre!

Renato Castro

Professor de História – Licenciado pela UEG/Iporá e ativista cultural em Iporá, membro da Organização Cultural e Artísitica de Iporá (OCA).

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2 comentários

  • Cássio Gleiner 22/07/2013

    Como disse um velho sábio, que de sábio ele não se sentia... (Platão) " - O bem Falar não é o Falar BEM (sic) " A verdadeira arte, a techne... que encanta tantos outros mil esta hibernada, em coma na nossa cidade. Movimentos culturais? tentativas em vão... Infelizmente a buRRocracia politiquista,digo, - p/o/l/i/t/i/c/o/s/i/p/o/r/a/e/n/s/e/ - usurpa dos 'numerários' deixando cega-obsoleta o que ainda podemos chamar de nossa ARTE - que pelo nome em si nao se REfaz apenas de musicas, pinturas, danças... A arte, (Espisteme? humm talvez!? ) - aquela de outrora é como uma criança E criança não tem LIMITES!!! Parabéns pelo belíssimo texo G/r/a/o/ Renato.
  • Cássio Gleiner 22/07/2013

    Como disse um velho sábio, que de sábio ele não se sentia... (Platão) " - O bem Falar não é o Falar BEM (sic) " A verdadeira arte, a techne... que encanta tantos outros mil esta hibernada, em coma na nossa cidade. Movimentos culturais? tentativas em vão... Infelizmente a buRRocracia politiquista,digo, - p/o/l/i/t/i/c/o/s/i/p/o/r/a/e/n/s/e/ - usurpa dos 'numerários' deixando cega-obsoleta o que ainda podemos chamar de nossa ARTE - que pelo nome em si nao se REfaz apenas de musicas, pinturas, danças... A arte, (Espisteme? humm talvez!? ) - aquela de outrora é como uma criança E criança não tem LIMITES!!! Parabéns pelo belíssimo texo G/r/a/o/ Renato.

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