Opinião

O cidadão iporaense e o momento de definição política

Arnon Geraldo Ferreira
03/08/2020


Desde o inicio da eleição direta para escolha dos nossos governantes, temos a cultura de pensar em política somente no período que antecede o pleito eleitoral.

 

Mas essa forma de agir tem que ser mudada, pois precisamos pensar em política o tempo todo pois é ela que governa nossas vidas, quer seja no aspecto pessoal, pois cada vez mais temos que lutar dia a dia pela subsistência e é aí que entra a política pela sobrevivência e aliada as ações políticas que estão interligadas, com por exemplo, a política financeira que rege a vida de cada um no que tange ao sustento de cada um, e uma simples ação de um político altera todos os nossos negócios.

 

É necessária cada vez mais a participação do cidadão na política para quebrar a barreira que existe quando nos referimos a algo que envolva uma situação relacionada a essa participação, embora não temos tido muito incentivo a essa participação, pois a nossa atual classe política tem praticado atos que mais geram descrédito na participação da sociedade nesse processo de mudança.

 

Temos que superar essas dificuldades, a exemplo no caso de nossa cidade, já quero me reportar os tempos em que tinha 10 anos de idade e participava das reuniões da Câmara Municipal, acompanhando meu pai e já demonstrava interesse pela política, nos anos 80 e diga-se de passagem, naqueles áureos tempos era um privilegio participar do processo de mudança não só da nossa cidade, mas bem como da região quando Iporá e região recebeu várias obras que foram o pontapé inicial da introdução da cidade na rota do desenvolvimento.

 

Desde aqueles tempos até o presente momento, muito se alterou no sistema político da cidade e bem como no estado e também no país, já que vivemos uma transformação no sistema e na forma de encarar e participar da política, o que levou a grande desmotivação do cidadão em sua participação, deixando de participar e passar a somente reclamar.

 

Observamos isso no momento da votação e principalmente depois, quando o cidadão cede às artimanhas de políticos que, revestidos de seus cargos, acham que tem que voltar a procurar o cidadão somente na véspera de uma nova eleição e voltam com as mesmas formas de políticas do assistencialismo momentâneo e o cidadão volta ao mesmo erro: votar pensando apenas no favor de momento e esquecendo que aquele ato compromete 4 anos de sua vida.

 

O cidadão precisa voltar a entender que tudo que um político faz é apenas devolver em forma de ações o voto depositado na suas propostas do pleito, o qual se disponibilizou em servir como um servidor do cidadão e não o inverso, onde o cidadão tem que servi-lo.

 

E esses erros, tanto dos políticos como do cidadão, é devido a forma do processo eleitoral o qual estamos impostos, não do voto consciente e voluntario e sim do voto obrigatório e já que é obrigatório tenho que ter vantagem, mas a parte da vantagem do cidadão será sempre muito inferior ao do político que não tem como princípio de servidão.

 

Vemos claramente isso tudo no momento atual que vivemos, no pais diante da pandemia que enfrentamos cada um querendo tirar e lucrar com a atual crise na saúde.

 

Reflitamos, pois o erro de agora só poderá ser corrigido, após duros 4 anos de retrocesso em um processo que muitas vezes só se agrava, na hora de apertar o verde da urna. Antes, analise o que resultou através do seu voto de 4 anos atrás e sucessivamente vem causando muito mal a nossa cidade e aos cidadãos iporaenses.

 

Vote pensando em participar das decisões que iram impactar sua vida, de seus amigos e parentes e principalmente nas futuras gerações.

 

O NOSSO FUTURO NÃO ESTÁ NO AMANHÃ E SIM NO HOJE.

Arnon Geraldo Ferreira

Arnon Geraldo Ferreira é Presidente da Associação dos Heveicultores de Iporá e Região, Vice presidente da Associação da Classe Contábil de Goiás, Produtor Rural – Heveicultor (Seringueira), Empresário e consultor em Agronegócio, Graduado em Ciências Contábeis, Pós-graduado em Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. É Palestrante na área de ITR – Administração - Contabilidade do 3º setor (Igrejas, Associações e Sindicatos) e Ações ambientais.

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