Opinião

O que fazer e o que não fazer em caso de incêndio

Rafael Alessandro Gonçalves Gomes
05/08/2018

Nos últimos dias vários locais do planeta tem enfrentado incêndios florestais de grande magnitude: Grécia, Estados Unidos, Suécia. Nos últimos anos outros países tem passado pelo mesmo problema, como Portugal, Espanha e Austrália.

 

O Brasil enfrentou em 2017 o maior índice de incêndios florestais dos últimos anos e até Julho de 2018 as estatísticas também são preocupantes.

 

Nas 14 cidades atendidas pela Companhia Bombeiro Militar de Iporá foram registrados pelo INPE 4366 focos de incêndio em 2017. Em 2018 já são 279 registros, sendo que o período crítico são os meses de agosto e setembro. Em Iporá as ocorrências relacionadas a incêndios atendidas pelos Bombeiros são maioria no período de estiagem.

 

As queimadas são danosas ao meio ambiente e às pessoas. Vale lembrar que os incêndios são em sua maioria causados pelos seres humanos, voluntária e involuntariamente, e muitas vezes em práticas ilegais: carvoeiras, extração de mel silvestre, queima para limpeza de terrenos e pastagens. As práticas de queima de pastagens, terrenos baldios e lixo são as principais causas da deterioração da qualidade do ar nos meses de estiagem, o que é agravado pela baixíssima umidade do ar no período. Os incêndios geralmente são intencionais e causam grandes prejuízos a população, deteriorando a qualidade do ar, oferecendo risco as pessoas, em especial crianças e idosos. Há ainda o risco de o incêndio se propagar em terrenos baldios e atingir edificações próximas, colocando em risco vidas humanas. A fumaça, além de poluir dificulta a visibilidade, podendo causar acidentes em rodovias e ruas.

 

O Corpo de Bombeiros informa que essas práticas são crimes ambientais previstos na legislação ambiental brasileira, passível de sanções.

 

O que não fazer:
- Não utilizar fogo para qualquer fim próximo a vegetação seca.
- Não manejar o fogo em áreas rurais, mesmo que para fins autorizados.
- Não estacionar veículos sobre vegetação seca, evitando início das chamas pelo contato com escapamento quente.
- Não jogar bitucas de cigarros ou fósforos as margens de rodovia.
- Acender fogueiras em áreas de acampamento em locais adequados e protegidas do vento. Após seu uso, apagar com água.
- Não soltar fogos de artifício próximos a vegetação.

 

Em caso de incêndio:
- Ligar para o Corpo de Bombeiros: 193
- Não tentar apagar sem proteção e devidos cuidados.
- Em rodovias, tomar cuidado ao atravessar a fumaça. Caso esteja muito densa e não houver visibilidade, parar a distância segura do fogo e esperar ter condições para atravessar.
- Em fazendas, manter equipamentos básicos de combate a incêndio em condições de uso: adquirir bombas para água e confeccionar abafadores (modelos e orientações disponíveis no Corpo de Bombeiros). O ideal é que comunidades e vizinhos se organizem em forças tarefa com tratores, tanques, grades e equipamentos para atender os incêndios em caso de necessidade. O incêndio de uma propriedade afeta todos os vizinhos e região próxima.

Rafael Alessandro Gonçalves Gomes

Capitão Rafael Alessandro Gonçalves Gomes é comandante do 7º Pelotão de Bombeiro sediado em Iporá e que atende a região

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1 comentário

  • Deusmar Emidio Martins 11/08/2018

    Capitão Rafael, representante desta instituição Valente e digna em nossa região, meu agradecimento pelas informações, bem como meu apreço e consideração pelo excelente trabalho em nosso município, na sua pessoa e no Pelotão sediado em Iporá, estendo a admiração para todos os demais pelotões e individualmente a cada bombeiro que demonstra profissionalismo e comprometimento em sua atuação e na maioria das vezes demonstram atitudes que extrapolam em muito os rendimentos que percebem. Estes sim merecedores de recomposição salarial!

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