Opinião

Por que vender lotes se não investiu nem 10% do recurso que já existe?

Paulo Alves
18/06/2018

Sobre a vendas dos lotes públicos, projeto aprovado na semana passada, eu justifico a minha posição, tomada em sintonia com o clamor do povo de Iporá.

 

Enquanto parlamentar, é preciso clareza e se debater o assunto analisando todas as vertentes, marcar posição, deixando as claras o porque da tomada de posições.

 

Como presidente da Comissão de Finanças e Orçamento ouvi do prefeito a afirmação de que a Prefeitura está bem servida de recursos financeiros, graças às forças políticas e ao próprio prefeito que empenhou neste sentido. Segundo ele, já recebeu três milhões de reais do estado e do Ministério das Cidades está vindo mais recursos.

 

Em comitiva a Brasília, naquele Ministério, foram anunciados por Alexandre Baldy, oito milhões de reais para fazer obras na área de infra estrutura, principalmente asfalto. Oito com mais três milhões, aí já são onze milhões de reais.

 

Agregado a isso ainda temos as emendas parlamentares. Os vereadores fizeram gestão e emendas parlamentares foram possíveis, com aproximadamente mais dois milhões de reais para asfalto.

Essa soma é importante, sempre apoiamos essa busca por recursos e por obras como o asfalto. O contador da Prefeitura fez prestação de contas junto aos vereadores e anunciou que a Prefeitura já recebeu mais de 20 milhões de reais em impostos, convênios e transferências diversas.

 

Dos recursos que se tem, conforme o prefeito anunciou para asfalto, alguns foram iniciados, alguns até concluídos, feitos com o que se tem em caixa. No entanto, não gastou nem dez por cento do dinheiro previsto para asfalto.

 

Por isso, é inoportuno dispor de patrimônio público para essa finalidade exclusiva de asfalto. A Prefeitura tem que zelar do social e isso não é só asfalto. Social é casa própria, construção de creches, postos de saúde e escolas. Até agora não avançamos nestas áreas e esses lotes seriam incentivos para neles se fazer moradias.

 

E temos a questão das indústrias que podem vir e pode faltar local para esta relação de contrapartida com investidores.

 

E órgãos públicos que possam vir para Iporá também precisarão de áreas. O município precisa ter terrenos disponíveis. São muitas as situações e necessidades de terrenos.

 

Temos que ter cuidado com estas questões. Há recursos para se fazer asfalto e por isso o momento não é adequado para vender terrenos públicos.

 

Portanto, nada contra o asfalto. Já fiz muitas reuniões nos bairros. Sei que o povo precisa e haverá esse asfalto. Mas tem cobrança também por casa própria. Tem demanda por creche e será que esses terrenos vendidos amanhã não seriam importantes para neles serem edificadas creches ou outros prédios públicos.

Temos que pensar em tudo, até em áreas de lazer, praças, pensar em um posto de saúde mais próximo da casa. Votei contrário ao projeto de venda de imóveis, ouvindo o clamor das pessoas. Esse nosso povo precisa de muita coisa, além de asfalto.

Paulo Alves

Paulo Alves é graduado em Geografia e Gestão Pública pela UEG, Unidade de Iporá, Professor Mestre em Ciência da Educação e vereador em Iporá

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2 comentários

  • Valto Alves 20/06/2018

    Certo... Primeiro gasta-se o dinheiro que já existe e depois faz venda.... Mas nem se deve vender assim, tão afoitamente.... É bom que a Prefeitura tenha os terrenos para tantos outros objetivos.....
  • Adalto Gomes 20/06/2018

    Percebo que esse é um vereador sensato, avalia bem todos os lados, sem oba oba... Ele tem toda razão....

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